Mídia tradicional não sabe a diferença entre ensino e pesquisa

Equívocos que confundem a opinião pública.

quatro camundongos

Na edição dessa semana (09/08), a “Veja” publicou uma matéria a respeito do veto da lei anticobaias pelo governador Alckmin. Com o título “Testes com animais: ruim, mas necessário“, a redatora Jennifer Ann Thomas afirma que não é possível substituir as cobaias na pesquisa e que a lei proibiria “experiências acadêmicas”.

Aparentemente, a mídia tradicional não sabe a diferença entre ensino e pesquisa. No último dia 25, o “Jornal de Piracicaba” noticiou: “Esalq pede veto a projeto de lei que proíbe pesquisas com animais“. Note de novo: o jornalista refere-se ao projeto como se ele tratasse de pesquisas, como aquelas para produção de medicamentos ou na pós-graduação.

Ao contrário do que a “Veja” e o “Jornal de Piracicaba” alegam, a proposta do deputado Feliciano Filho não proíbe o uso dos animais em pesquisas ou testes tradicionais. Trata-se da restrição da exploração das outras espécies no ensino, para fins educacionais – o que já é uma realidade na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e até mesmo em algumas universidades do Brasil.

A pergunta que fica é: estes equívocos da mídia tradicional são propositais para confundir a opinião pública, ou será que os redatores não se deram ao trabalho de ler o projeto de lei e dar uma breve estudada no assunto? Seja qual for a resposta correta, as duas hipóteses são assustadoras.

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Uma resposta para “Mídia tradicional não sabe a diferença entre ensino e pesquisa”

  1. Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    Cpt. do excelente blogue “Holocausto animal”:
    Na edição dessa semana (09/08), a “Veja” publicou uma matéria a respeito do veto da lei anti-cobaias pelo governador Alckmin. Com o título “Testes com animais: ruim, mas necessário“, a redatora Jennifer Ann Thomas afirma que não é possível substituir as cobaias na pesquisa e que a lei proibiria “experiências acadêmicas”.

    Aparentemente, a mídia tradicional não sabe a diferença entre ensino e pesquisa. No último dia 25, o “Jornal de Piracicaba” noticiou: “Esalq pede veto a projeto de lei que proíbe pesquisas com animais“. Note de novo: o jornalista refere-se ao projeto como se ele tratasse de pesquisas, como aquelas para produção de medicamentos ou na pós-graduação.

    Ao contrário do que a “Veja” e o “Jornal de Piracicaba” alegam, a proposta do deputado Feliciano Filho não proíbe o uso dos animais em pesquisas ou testes tradicionais. Trata-se da restrição da exploração das outras espécies no ensino, para fins educacionais – o que já é uma realidade na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e até mesmo em algumas universidades do Brasil.

    A pergunta que fica é: estes equívocos da mídia tradicional são propositais para confundir a opinião pública, ou será que os redatores não se deram ao trabalho de ler o projeto de lei e dar uma breve estudada no assunto? Seja qual for a resposta correta, as duas hipóteses são assustadoras.

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