Jogar cara ou coroa é melhor que testar em animais, diz artigo científico

Publicação de 1983 já relatava fracasso dos testes em animais contra o câncer.

camundongos laboratorio foto

(Foto: Aaron Logan)

Um artigo científico de 1983, intitulado “The lifetime feeding study in mice and rats – an examination of its validity as a bioassay for human carcinogens”, afirma que a taxa de eficácia dos testes em animais contra o câncer é tão baixa que seria melhor “jogar cara ou coroa”. A avaliação é do matemático David Salsburg, da empresa farmacêutica Pfizer, e foi publicada na “Fundamental and Applied Toxicology” (3:64).

Na publicação, David Salsburg cita uma compilação feita por Tomatis et al. (1978), à qual lista 26 possíveis carcinogênicos humanos. Porém, a taxa de detecção em roedores é baixa:

“Examinando todos os 26 compostos, apenas 12 (46,2%) demonstraram provocar câncer em ratos ou camundongos, após exposição crônica por alimentação ou inalação.”

O autor conclui:

“Assim, o estudo de alimentação durante o ciclo de vida em camundongos ou ratos parece ter menos de 50% de probabilidade de encontrar carcinogênicos humanos conhecidos. Com base na teoria da probabilidade, teria sido melhor jogar cara ou coroa.

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Uma ideia sobre “Jogar cara ou coroa é melhor que testar em animais, diz artigo científico

  1. paulosisinno

    Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    Um artigo científico de 1983, intitulado “The lifetime feeding study in mice and rats – an examination of its validity as a bioassay for human carcinogens”, afirma que a taxa de eficácia dos testes em animais contra o câncer é tão baixa que seria melhor “jogar cara ou coroa”. A avaliação é do matemático David Salsburg, da empresa farmacêutica Pfizer, e foi publicada na “Fundamental and Applied Toxicology” (3:64).

    Na publicação, David Salsburg cita uma compilação feita por Tomatis et al. (1978), à qual lista 26 possíveis carcinogênicos humanos. Porém, a taxa de detecção em roedores é baixa:

    “Examinando todos os 26 compostos, apenas 12 (46,2%) demonstraram provocar câncer em ratos ou camundongos, após exposição crônica por alimentação ou inalação.”

    O autor conclui:

    “Assim, o estudo de alimentação durante o ciclo de vida em camundongos ou ratos parece ter menos de 50% de probabilidade de encontrar carcinogênicos humanos conhecidos. Com base na teoria da probabilidade, teria sido melhor jogar cara ou coroa.”

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