Laboratório destrói gravação de testes em macacos

Caso ocorreu em 2006, na Universidade do Wisconsin-Madison (EUA).

Isthmus BILL LUEDERS AUGUST 11, 2006
Recorte de matéria publicada no jornal local “Isthmus”, relatando o fato (Imagem: Reprodução/YouTube/Alliance for Animals and the Environment)

Após o pedido de ativistas para a divulgação da gravação de testes em macacos na Universidade do Wisconsin-Madison, 60 caixas de fitas de vídeo foram destruídas “acidentalmente”. O episódio ocorreu em 13 de fevereiro de 2006.

De acordo com informações publicadas no “Isthmus”, jornal local de Madison, as fitas de videocassete foram produzidas pelos pesquisadores Ruth Benca e Ned Kalin, que realizaram testes neurológicos em macacos em 2000.

Desde 2002, ativistas realizaram várias tentativas para obtenção dessas gravações. Jeremy Beckham, morador de Madison, havia as solicitado com base na lei de registros abertos do Estado. Porém, Beckham não obteve resposta primeiramente, e então a advogada Leslie Hamilton pediu ao Departamento de Justiça que a universidade fosse processada. O departamento negou.

Apenas em 13 de dezembro de 2005, um consultor jurídico da universidade, John Dowling, recusou formalmente o pedido de Beckham, alegando que “o interesse público na confidencialidade supera o interesse da divulgação”.

Dowling ainda afirmou que os dados de uma experiência precisam estar sob o controle do pesquisador, pois o contrário poderia gerar “apropriação indevida ou má interpretação”.

Fim do tempo

Para averiguar a disponibilidade das fitas, o “Isthmus” fez um novo pedido à universidade em 15 de maio de 2006. No entanto, em julho, Dowling disse que todos os vídeos e fotografias tinham sido danificados “acidentalmente”, quando supostamente uma válvula de vapor havia quebrado e liberado água na sala de armazenamento, no dia 18 de janeiro de 2005.

No entanto, na carta endereçada ao jornal, Dowling afirmou que “o tempo necessário para manter esses dados tinha acabado”, portanto “eles foram destruídos”. Quando foi questionado sobre tais declarações, John Dowling disse que não sabia sua intenção ao dizer na própria carta que as fitas tinham sido destruídas depois do “tempo necessário”. A Universidade do Wisconsin-Madison também não soube dar mais detalhes sobre o “acidente” e do que realmente tinha sido danificado.

De acordo com a lei local, um registro solicitado precisa ser preservado por pelo menos 60 dias após a negação de um pedido. As fitas do laboratório foram destruídas 62 dias depois da negação de Dowling.

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