Conheça a história do macaco Malish, usado em testes neurológicos

Caso é um dos mais chocantes na história da experimentação animal.

malish macaco testes em animais
Malish após cirurgia craniana (Foto: ISAV/2001)

Em julho de 2001, um investigador da ISAV (Sociedade Israelense para Abolição da Vivissecção) filmou e fotografou o interior do laboratório da Universidade Hebraica de Jerusalém. Na ocasião, o professor de neurobiologia Ehud Zohary conduzia experimentos em macacos de cauda longa, abrindo seu crânios e forçando-os a realizarem repetidas tarefas no computador.

A investigação da ISAV encontrou macacos contidos em cadeiras e sangrando após a cirurgia craniana. Mas um deles chamou maior atenção: Malish, como ficou conhecido, estava desacordado no chão com a perna enfaixada e com a cabeça sangrando. Após alguns segundos, o macaco recobrou a consciência diante das câmeras.

O vídeo termina com a imagem de Malish tentando retirar o eletrodo de seu crânio com a mão.

Fim das atividades

As imagens registradas foram exibidas no Canal 2, gerando grande repercussão na época. Como resultado, as experiências acabaram e três dos macacos envolvidos – Malish, Simon e Jady – foram resgatados e transferidos para um santuário local, o IPSF (The Israeli Primate Sanctuary Foundation).

Além disso, em 2003 o ex-ministro do Meio Ambiente Tzachi HaNegbi pediu que o órgão responsável cassasse a licença da fazenda de criação de primatas Mazor Farm – local onde nasceu Malish e os outros macacos usados por Zohary.

Em 2015, o governo fechou o criadouro e os animais também foram para o santuário IPSF.


ATENÇÃO: O conteúdo a seguir é extremamente forte. Não dê prosseguimento caso não tenha certeza.

Vídeo e fotos

O vídeo da investigação pode ser assistido aqui e as fotos podem ser vistas a seguir.

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3 respostas para “Conheça a história do macaco Malish, usado em testes neurológicos”

  1. Como uma pessoa tem sangue frio o suficiente para cometer tais atrocidades com os animais usando como justificativa a ciência para tratamento humano? Triste demais, dói o coração!
    O que eu gostaria de ver seria relatos e fotos desse macaquinho e os demais resgatados levados para o santuário. Se foi possível a recuperação deles e se foi possível proporcionar a eles vidas dígnas; nada além do direito deles.

  2. Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    BASTA DE CRUELDADE E MAUS-TRATOS A CRIATURAS INOCENTES! RESPEITE OS DIREITOS DOS ANIMAIS, PARA QUE OS TEUS DIREITOS MEREÇAM SER RESPEITADOS TAMBÉM! IGUALDADE E LIBERDADE ANIMAL IMEDIATAMENTE!!

    Em julho de 2001, um investigador da ISAV (Sociedade Israelense para Abolição da Vivissecção) filmou e fotografou o interior do laboratório da Universidade Hebraica de Jerusalém. Na ocasião, o professor de neurobiologia Ehud Zohary conduzia experimentos em macacos de cauda longa, abrindo seu crânios e forçando-os a realizarem repetidas tarefas no computador.

    A investigação da ISAV encontrou macacos contidos em cadeiras e sangrando após a cirurgia craniana. Mas um deles chamou maior atenção: Malish, como ficou conhecido, estava desacordado no chão com a perna enfaixada e com a cabeça sangrando. Após alguns segundos, o macaco recobrou a consciência diante das câmeras.

    O vídeo termina com a imagem de Malish tentando retirar o eletrodo de seu crânio com a mão.

    Fim das atividades

    As imagens registradas foram exibidas no Canal 2, gerando grande repercussão na época. Como resultado, as experiências acabaram e três dos macacos envolvidos – Malish, Simon e Jady – foram resgatados e transferidos para um santuário local, o IPSF (The Israeli Primate Sanctuary Foundation).

    Além disso, em 2003 o ex-ministro do Meio Ambiente Tzachi HaNegbi pediu que o órgão responsável cassasse a licença da fazenda de criação de primatas Mazor Farm – local onde nasceu Malish e os outros macacos usados por Zohary.

    Em 2015, o governo fechou o criadouro e os animais também foram para o santuário IPSF.

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