Estudo revela que vivissectores ignoram sofrimento animal

Durante longo tempo, antivivisseccionistas têm apontado que os animais sofrem em experiências alegadamente científicas, mas com frequência pesquisadores relutam em reconhecer o sofrimento inerente às pesquisas. Porém, um estudo publicado na década de 1990 revelou que vivissectores de fato negligenciam o sofrimento animal nas experiências.

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Em 1993, a Dra. Mary T. Philips, socióloga e doutora pela Universidade de Nova York, publicou um estudo chamado “Savages, Drunks, and Lab Animals: The Researcher’s Percepction of Pain”, feito em laboratórios de testes com animais em 1980.

A Dra. Philips constatou que os pesquisadores não achavam doloroso intoxicar ou induzir câncer em ratos e injetar veneno de cobra em camundongos sem ministrar analgésicos ou anestesia. Além disso, nos relatórios anuais exigidos pelo governo norte-americano, os pesquisadores não reconheciam que os animais tinham experimentado algum tipo de dor ou estresse nas experiências.

Ela relata que “repetidamente, os pesquisadores me garantiam que, em seus laboratórios, os animais nunca eram feridos” e que “dor significava a dor aguda em animais conscientes em cirurgias, e nada mais” (p.76). Philips também observou que “o tempo todo pesquisadores faziam distinções entre animais de laboratório e animais de estimação” (p. 77).

De maneira semelhante, Philips constatou que embora os cientistas reconhecessem a capacidade dos animais em sentir dor, “esse reconhecimento permaneceu abstrato para a maioria” (p. 77):

“[…] Os cientistas raramente enxergavam qualquer dor ou sofrimento em seus laboratórios. A visão dos animais como agregados estatísticos ofuscou qualquer percepção do que os animais sentem. E quando fui além da dor física, perguntando sobre o sofrimento psíquico ou emocional, muitos pesquisadores não sabiam o que responder… O que eles realmente enxergam nos animais é um objetivo científico, não a experiência subjetiva do animal.” (p. 77)

Quando Philips questionou um neurocientista sobre a possibilidade dos macacos experimentarem tédio nas jaulas de metal, ele disse: “Nós podemos especular sobre essas questões, mas eu acho que é inútil”. Outro pesquisador, demonstrando impaciência, disse: “Quem poderia saber isso? […] Como alguém poderia saber? É perigoso ser antropomórfico sobre qualquer coisa. Eu simplesmente não arriscaria um palpite”. (p.77)

Referências

Mary T. Phillips, “Savages, Drunks, and Lab Animals: the Researcher’s Perception of Pain,” Society and Animals, Vol. 1 No. 1 (1993), 61-81.

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