Por que camundongos são usados em testes?

Você já se perguntou por que camundongos são usados em testes?

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Para começo de conversa, o problema da experimentação animal se inicia já na escolha do animal a ser usado como “modelo” preditivo de doenças ou toxicidade. Há cerca de 8 milhões de espécies de animais no mundo, dentre as quais mais de 5 mil são mamíferas.

Imediatamente se lança a pergunta: qual animal devemos usar como “modelo” principal? Um camundongo, um cão ou quem sabe um chimpanzé? Mas por que não um porco, um gato ou um urso? A resposta está naquilo que é mais CONVENIENTE, em detrimento do que seria mais científico ou não.

Camundongos e ratos correspondem a cerca de 95% dos animais usados em testes¹. Eles são os mais usados em experiências especialmente porque são pequenos, baratos, dóceis, fáceis de serem manipulados e alojados. Além disso, possuem um período de gestação curto, assim podem atender aos interesses do vivissector.

No entanto, o vivissector pode alegar que usa camundongos também por serem “geneticamente e fisiologicamente semelhantes” aos humanos. Porém, independente de sermos genética ou fisiologicamente semelhantes aos camundongos, tal motivação cai por terra quando observa-se não só os resultados fracassados dos testes com camundongos, mas também o abandono sistemático do uso de chimpanzés em experiências.

Considere que, se o motivo dos testes for científico, então deveriam ser feitos em humanos. Como acham que só é antiético envenenar e confinar humanos, escolhem outras espécies. E então, pela lógica e evidência, o animal deveria ser o chimpanzé, nosso primo mais próximo, que compartilha 99% de nosso DNA. Contudo, não é assim que ocorre.

Porque não existe nenhum “modelo” animal bom e confiável para as doenças humanas; porque a variabilidade da condição humana, seja ela genética ou ambiental, torna muito difícil, se não impossível, ser reproduzida num camundongo.

O erro está em achar que camundongos são miniaturas de seres humanos, ou que chimpanzés estão expostos à idêntica resposta patológica da espécie Sapiens.

Em 2015, o diretor do NIH (Instituto Nacional de Saúde), Francis Collins, declarou o fim dos testes em chimpanzés nos EUA, alegando: “Nós não temos nenhuma evidência de que seja necessário continuar fazendo pesquisas com chimpanzés”².

E já em 1998, Richard Klausner, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer afirmou: “Nós temos curado câncer em camundongos por décadas, mas isso simplesmente não funciona em humanos”³.

Mesmo assim, diante das evidências, insistem em torturar camundongos indefesos, porque o cheque tem que continuar caindo na conta do vivissector.

Referências

¹Live Science, Why Do Medical Researchers Use Mice?, November 16, 2010.

²NYT, N.I.H. to End Backing for Invasive Research on Chimps, NOV. 19, 2015.

³Los Angeles Times, Cancer Drugs Face Long Road From Mice to Men, 1998.

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