Lei brasileira permite técnica de abate em câmaras de gás

Dentre todas as formas de massacre animal, talvez aquela que nos remeta de maneira mais incisiva à matança da 2º Guerra, seja o procedimento de abate no qual os animais são enviados para câmaras de gás. Embora seja pouco usado no Brasil, por conta do alto custo, o método é regulamentado pelo governo.

Porcos agonizam em câmaras de gás carbônico.

Porcos agonizam em câmaras de gás carbônico.

O processo faz parte da prática denominada de “abate humanitário”, que tem como objetivo deixar o animal “inconsciente” ou “insensibilizado” até a morte propriamente dita. Apesar de muitos abatedouros brasileiros ainda utilizarem de forma irregular a marreta como instrumento de dessensibilização (se é que se pode usar esse termo para um ato de tamanha brutalidade), geralmente, a insensibilização é feita com choques elétricos ou pistolas pneumáticas.

No entanto, frequentemente o processo falha e os animais logo recuperam os sentidos, agonizando durante alguns minutos após terem as suas gargantas cortadas. Devido ao processo de abate em escala industrial ser feito cada vez mais rápido, há, inclusive, relatos de funcionários de abatedouros sobre porcos que chegaram ainda VIVOS e plenamente conscientes aos tanques de escalda ¹.

Mas a prática de insensibilização pode ser feita por câmaras de gás carbônico, e é adotada para porcos e para as aves. Antes da morte, esses animais são enviados em grupos para uma câmara que libera uma grande quantidade de gás carbônico, por um tempo pré-determinado.

Na página do Facebook O Holocausto Animal, os amantes de bacon fazem chacotas e se vangloriam da crueldade sofrida pelos animais.

Na página do Facebook O Holocausto Animal, os amantes de bacon fazem chacotas e se vangloriam da crueldade sofrida pelos animais.

No Brasil, a técnica é regulamenta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na Instrução Normativa Nº 3/2000, que dispõe das regras de abate.

Ironicamente, ele é considerado o abate mais “humano” já inventado até hoje pela nossa espécie.

Clicando aqui, você confere o vídeo do processo.

“Nunca se esqueça de que tudo o que Hitler fez na Alemanha era permitido por lei.”
– Martin Luther King

Referências

¹ EISNITZ, Gail A. Slaughterhouse: The shocking story of greed, neglect, and inhumane treatment inside the US meat industry. Prometheus Books, 2009.

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4 ideias sobre “Lei brasileira permite técnica de abate em câmaras de gás

  1. selma

    Coitados desses destes imbecis q debocham do sofrimento dos animais, os quais ñ os fizeram nada de mal. Mas ñ ligue, porque a Natureza um dia vai se vingar desses malditos c várias doenças por ingerir carnes de defuntos.

  2. Pedro Abreu

    E como sempre, quando se trata de indústria pecuária, aquilo que parece ruim, é na verdade muito pior.

    Além de tudo o que foi relatado nesse artigo, ainda existem os abatedouros que trabalham em conformidade com os padrões Halal (muçulmano) e Kosher (judaico). Ambos impedem que os animais sejam atordoados, fazendo com que sejam degolados plenamente conscientes:

    Infelizmente, em busca de aumentar cada vez mais as exportações, há cada vez mais matadouros brasileiros atendendo a esses rituais religiosos macabros. Como sempre, quem paga a conta – com muito sofrimento – são os animais.

    Indústrias brasileiras fazem abate religioso de carnes para garantir mercados estrangeiros

    E pensar que ainda há imbecis dentro do próprio ativismo animal, capazes de defender direitos religiosos em detrimento dos direitos fundamentais básicos dos animais. Com esse tipo nos “ajudando”, teremos um longo caminho pela frente…

  3. Rogério Vianna Machado

    Eu costumo dizer que a maldade humana só não é maior que Deus, é muita violencia, muito sangue, muita covardia com os pobres animais, e o mais interessante é que os chamados “cristãos” aprovam esta maldade, esquecem que Jesus é Puro Amor para com todos…

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