Estudos de privação materna são uma farsa, diz médico

Harry Harlow foi um psicólogo americano que torturou incontáveis animais para confirmar algo que todos já sabiam: que uma criança adoece sem contato materno. Aclamado por algumas linhas da psicologia, Harlow utilizava técnicas para, literalmente, aterrorizar macacos. Felizmente, a comunidade científica conseguiu desmascará-lo.

harry harlow macaco

O psiquiatra Murry J. Cohen afirma, sem nenhuma hesitação, que “os estudos de privação materna são uma farsa” [1].

Cohen é psiquiatra desde 1973 e concentrou seus estudos na abordagem das ciências psicológicas. Ele descobriu que, apesar da euforia popular em torno de Harlow, o pioneiro em privação materna foi o psiquiatra britânico Sir John Bowlby, mencionando também René Spitz e Donald Winnicott.

No livro “Attachment and Loss: Loss”, Bowlby cita cerca de 300 autores relevantes em privação materna, sem qualquer menção a Harlow. Em sua outra obra, “Attachment and Loss: Attachment”, Sir John Bowlby conclui que o trabalho de Harlow não foi capaz de responder exatamente em quais condições o desenvolvimento humano pode ocorrer de forma “adaptativa”. Segundo Cohen, isso significa que não é possível extrapolar os dados de Harlow para a prática clínica [2].

Ned Kalin continua, em pleno 2015, repetindo os experimentos de Harlow na Universidade de Wisconsin, sem qualquer tipo de justificativa científica razoável. Kalin, além de Stephen Suomi, recebem grandes quantias dos fundos públicos do Instituto Nacional de Saúde para torturar macacos.

Kalin continua repetindo a pseudociência de Harlow.

Kalin continua repetindo a pseudociência de Harlow.

Os estudos de Harlow são da linha de pesquisa básica, ou seja, ocorrem sob a alegação da mera curiosidade. Isso significa que a privação materna não pode ser justificada com a velha desculpa de “mal necessário”, uma vez que compreender as relações maternas é perfeitamente possível através da observação clínica, sem a mínima necessidade de confinamento laboratorial ou qualquer tipo de parafernália medieval.

Sejamos honestos: Harlow foi um especialista na metodologia da tortura; alguém que dedicou anos a fio à criação de objetos medievais que ocasionariam a doença mental em qualquer ser sensível. A única diferença é que este indivíduo utilizou-se do jargão científico e da proteção acadêmica para colocar em prática aquilo que os torturadores da Idade Média faziam em nome da fé.

Tais experimentos são o que há de mais execrável em toda a história da psicologia. Juntamente com Skinner, que torturou ratos e pombos, bem como Pavlov, que mutilou cães, tais indivíduos passaram uma poderosa lição sobre como não fazer ciência.

Referências

[1] COHEN, Murry J. Madison Newspapers Inc. UW’s monkey maternal deprivation studies are a farce. 21 de maio, 2014.

[2] Idem.

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2 ideias sobre “Estudos de privação materna são uma farsa, diz médico

  1. Marcos Autor do post

    Aos que acham que os experimentos de Skinner foram menos torturantes, em um deles ele simplesmente obrigava pombos a bicarem uma tecla para obtenção de comida (isso sem contar o confinamento laboratorial).

    Pasmem: os pombos a bicavam até 18 MIL vezes (você não leu errado) em cada experimento (Ferster & Skinner apud Gerrig & Zimbardo, 2004, p. 243). Uma das maiores insanidades praticadas em nome da ciência.

  2. selma

    Monstro é ao meu ver, monstro, movido apenas pelos $$$$, nada mais, q uma ciencia de tortura e confinamentos ñ pode ser considerada a cura de jeito nenhum. Tem q banir quaisquer tipo de atrocidades de sofrimentos aos ñ humanos, desmascarando realmente esses monstros interesseiros dos $$$, q são pagos pra destruir, nada mais.

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