Novo flagrante revela tortura dos macacos vendidos para laboratórios

Primatas são violentados antes mesmo de serem usados em testes.

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Uma investigação recente da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) revelou o que os primatas não-humanos sofrem antes mesmo de serem encarcerados em laboratórios. O flagrante foi feito em uma das instalações da Primate Products (PPI), em Henry Country, na Flórida.

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Quando os macacos resistiam, os trabalhadores usavam da força física

As filmagens feitas pela PETA constataram trabalhadores da PPI sacudindo diversas vezes os animais e arrancando-os violentamente para fora das jaulas até as redes de transporte. Um dos trabalhadores cortou a cauda de um macaco sem nenhum cuidado anestésico (ver Imagens).

Uma macaca, apelidada de Loretta, ficou presa durante 22 semanas em uma cela com outros macacos que passaram a atacá-la. Apesar de haver relatórios feitos pela PPI afirmando que a macaca estava sendo atacada e que seu rosto era constantemente desfigurado pelos outros membros do grupo, nada foi feito.

Loretta era constantemente atacada por outros macacos.
Loretta era constantemente atacada por outros macacos

Loretta apresentava queda de cabelo e comportamento estereotipado, balançando freneticamente para frente e para trás e andando em círculos.

Durante o inverno, o investigador constatou funcionários lavando as jaulas com os animais dentro; pelo menos um deles foi encontrado morto por hipotermia. Além disso, um dos supervisores afirmou que havia visto macacos “queimados por água sanitária”. As condições das jaulas também eram degradantes, pois acumulavam fezes, urina e até bolor.

Mais de mil por ano

Primatas não tinham fornecimento adequado de água.
Primatas não tinham fornecimento adequado de água

A PPI, em tese, deveria atuar na conservação e preservação do ecossistema dos macacos, porém, a organização possui fortes vínculos com a Associação Americana para o Laboratório de Ciência Animal (AALAS) e também com a Associação de Transporte Animal (AATA). Tais vínculos não são mera coincidência, uma vez que parte dos macacos confinados em laboratórios é retirada do próprio habitat.

Somente em 2014, a PPI retirou mais de 1.000 macacos da Ásia e da África, que viviam em ambiente selvagem com suas próprias famílias. Quando eles chegam aos laboratórios, geralmente passam por testes de infecção de HIV, nos quais as fêmeas têm suas secreções vaginais colhidas para análise, e também têm seus crânios perfurados e são forçados à se tornarem adictos à maconha, cocaína, heroína ou álcool.

O que dizem os especialistas

Macaco sendo transportado para laboratório de pesquisa. Foto: Reprodução.
Macaco sendo transportado para laboratório de pesquisa

“Primatas vítimas de aprisionamento traumático vivem em um estado crônico de medo e ansiedade, dada a agenda imprevisível de abuso de seus caçadores. Isso é evidente no vídeo. Essa situação muitas vezes pode resultar no desenvolvimento de comportamentos anormais, estereotipados e autoagressivos. Os indivíduos apresentam tais comportamentos como uma forma de lidar com o estresse e ansiedade.”
– Dra. Stacy Lopresti-Goodman é professora de psicologia da Universidade Marymount, que estuda os transtornos mentais em primatas

Imagens

Abaixo você confere as imagens da investigação secreta (clique para ampliar).

Vídeo

O vídeo completo da investigação você confere abaixo.

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2 respostas para “Novo flagrante revela tortura dos macacos vendidos para laboratórios”

  1. Até onde vai esse tipo de crueldade .Tem que ter alguma lei que proteja os animais contra esse tipo de pessoas ou melhor, são serial kyller por assim dizer que matam animais indefesos em nome da ciência .Quem mata animal também pode matar um ser humano também. Chega !!!! Que as autoridades fechem laboratórios que usam animais como cobaia .Digo não para essa crueldade.!!!!!

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