8 fatos sobre a ineficácia dos testes em animais

A crença na experimentação animal é um ato de fé. Mas provavelmente você já deve ter escutado que os testes em animais são “necessários” e “imprescindíveis” para a espécie humana. Nada poderia estar mais longe da realidade. Conheça 8 fatos que revelam a ineficácia deste método retrógrado.

Cobaia

1. 92% de todas as drogas testadas em animais falham em ensaios clínicos com humanos.

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2. 50% dos medicamentos são retirados do mercado após 5 anos, por conta de efeitos colaterais inesperados não verificados em animais.

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3. 99,6% dos testes em animais falham em ensaios clínicos para o tratamento de Alzheimer.

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4. Cerca de 100 vacinas contra HIV funcionaram em primatas; todas falharam em humanos.

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5. Mais de 150 medicamentos para AVC funcionaram em animais, porém nenhum deles se mostrou eficaz em humanos.

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6. Após 70 anos de pesquisas contra a esclerose múltipla em animais, nenhum tratamento apropriado para a doença foi desenvolvido para humanos.

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7. 95% dos medicamentos contra o câncer testados com sucesso em animais falham na espécie humana.

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8. Quase metade das publicações dos testes em animais apresentam falsos positivos, com conclusões tendenciosas, apesar dos resultados ineficazes – ou seja, grandes comemorações, enormes fracassos.

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Apesar dos dados acima, é preciso ficar claro que mesmo se tais testes fossem eficazes, pelo ponto de vista da Ética, jamais poderiam ser justificados. Os animais são seres sencientes e vulneráveis que precisam ter o direito à vida e à liberdade respeitados. Independentemente do fim que uma determinada pesquisa se proponha a atingir, confiná-los e usá-los em nosso benefício é errado.

O ato de fé da pesquisa animal consiste em achar que “um dia” iremos conseguir grandes curas e avanços, no entanto, as análises e revisões comprovam que estamos indo na direção errada.

“De acordo com as estatísticas biomédicas, não é possível transferir dados de estudos com animais para humanos. Não existe nenhuma previsibilidade científica em tais testes. É pior do que jogar cara ou coroa.”
– Dr. Herbert Hensel, diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Marburg.

Referências

[1] US. DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES, Food and Drug Administration et al. Innovation – Stagnation: Challenge and opportunity on the critical path to new medical productsCLINICAL EVALUATION, v. 32, n. 2/3, p. 517, 2005.

[2] Anvisa – Anvisa 10 anos: de olho nos medicamentos que estão no mercado.

[3] CUMMINGS, Jeffrey L.; MORSTORF, Travis; ZHONG, Kate. Alzheimer’s disease drug-development pipeline: few candidates, frequent failures. Alzheimer’s Research & Therapy, v. 6, n. 4, p. 37, 2014.

[4] BAILEY, Jarrod. An assessment of the role of chimpanzees in AIDS vaccine researchATLA – Alternatives to Laboratory Animals, v. 36, n. 4, p. 381, 2008.

Source for 100s vaccines: GREEK, Ray; MENACHE, Andre. Systematic reviews of animal models: methodology versus epistemology. International Journal of Medical Sciences, v. 10, n. 3, p. 206, 2013.

[5] MACLEOD, M. What can systematic review and meta-analysis tell us about the experimental data supporting stroke drug development. Int J NeuroprotNeuroregener, v. 1, p. 201, 2005.

[6] GOLD, Ralf; LININGTON, Christopher; LASSMANN, Hans. Understanding pathogenesis and therapy of multiple sclerosis via animal models: 70 years of merits and culprits in experimental autoimmune encephalomyelitis researchBrain, v. 129, n. 8, p. 1953-1971, 2006.

[7] ZIELINSKA, Edyta. Building a better mouseThe Scientist, v. 24, n. 4, p. 34-38, 2010.

[8] TSILIDIS, Konstantinos K. et al. Evaluation of excess significance bias in animal studies of neurological diseases. PLOS Biology, v. 11, n. 7, p. e1001609, 2013.

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5 ideias sobre “8 fatos sobre a ineficácia dos testes em animais

  1. Lilia Tiemi Saito

    Até quando vão testar em animais indefesos não estamos mais na pré historia o mundo mudou!
    Uma falta de respeito que fazem com animais,eles tem vidas sentem medo uma barbaridade se conscientizem por favor!!

  2. Thiago Melo

    Veja só o que os defensores dos testes andam respondendo a esses dados:

    http://www.understandinganimalresearch.org.uk/news/communications-media/nine-out-of-ten-statistics-are-taken-out-of-context/

    Acho que ele merece uma resposta.

    O carinha do site diz que a critica vem dos ativistas dos direitos dos animais, como se ele fosse o representante da comunidade cientifica. MaL ele sabe que os proprios cientistas (que nem ativistas pelos animais são) criticam o modelo animal como preditivo para o modelo humano.
    Ele critica o erro dos “ativistas” de considerar dados antes de 2006, como se só existissem dados antes de 2006 criticando o modelo animal como preditivo para o modelo humano. Temos dados de 2013 constatados a partir de indexadoras de artigos. Como explica o prof. Thalez Trez nesse video a partir de 28:06 min

  3. Marcos Autor do post

    Thiago, estava lendo aqui:

    “So when animal rights activists claim that adverse drug reactions can be blamed on animal tests approving the drug, remember that it is the clinical trials in thousands of people which provide the evidence of its safety.”

    – O autor do texto só não cita que a fase clínica, geralmente, é mínima e incomparável com o tempo que esta droga foi testada em outras espécies. Testes clínicos de drogas costumam durar 8 semanas, além disso, o FDA às vezes aprova drogas que não foram devidamente testadas em humanos. Por isso, de fato, qualquer ser humano está sendo cobaia das drogas no mercado.

    A estatística de que 50% dos medicamentos são retirados do mercado, após 5 anos de circulação, já derruba a afirmação absurda do texto que você passou. E dos que não saem do mercado, muitos recebem tarjas e adicionais de efeitos colaterais, que somente foram verificados após a aprovação de mercado.

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