Resposta ao vlogger bematemática: ‘Moral vegana vs. veganos’

É comum, na busca pela audiência, vloggers do YouTube abordarem assuntos complexos ou polêmicos. Infelizmente, entretanto, é comum ver pessoas despreparadas tratando de assuntos importantes de maneira superficial e preconceituosa, e, pior ainda, arrastando para a sua própria ignorância, um verdadeiro exército de inscritos com pouco ou nenhum conhecimento prévio sobre o assunto.

A bola da vez foi o canal “bematemática”, de propriedade de Bernardo Tomaz, que em quase 14 minutos de vídeo, descarrega uma avalanche de ignorâncias e preconceitos contra o veganismo. O presente artigo se destina a rebater as falácias apresentadas neste vídeo.

Porco

No início do vídeo (clique aqui para assisti-lo), o vlogger começa definindo as diferenças entre veganismo e vegetarianismo [1]. Segundo sua definição, “vegetariano é simplesmente quem não consome comida de origem animal”, já o vegano, de acordo com ele, “é uma pessoa vegetariana por princípio”:

“[…] Um vegano é um vegetariano por princípio moral. Por algum tipo de princípio que ela defenda. Existem tipos de veganos; existem veganos que são veganos, por exemplo, por motivação religiosa.”

Aqui já podemos encontrar a primeira falácia. Ao contrário do que é dito no vídeo, os adeptos da Igreja Adventista não são veganos. Oficialmente, os adventistas não devem comer carne de porco e camarão, com base em alguns trechos da Bíblia, que as classificam como impuras [2], ou seja, eles excluem da dieta alguns tipos de produtos. Eis a diferença: o veganismo não é uma dieta, tampouco um regime, ele é a rejeição de qualquer tipo de exploração animal. Sendo assim, não há “vegano por questão religiosa”. É até mesmo um contrassenso colocar essas palavras na mesma frase, uma vez que a Bíblia possui relações estreitas com o especismo e com a destruição do ecossistema:

“E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues.” [3]

O termo “especismo” foi cunhado em 1970 por Richard Ryder, psicólogo clínico da Universidade de Oxford, que representa a discriminação que realizamos com animais não-humanos [4]. Ryder foi influenciado por um movimento de libertação animal fundado por estudantes de filosofia da mesma universidade, liderados por Roslind e Stanley Godlovicht. É, assim, em um contexto acadêmico que as bases do veganismo se fortalecem, posteriormente com Singer, que fala do princípio de igual consideração moral [5], e com Francione, que coloca o veganismo como a base dos direitos animais [6].

The Vegan Society é anterior ao movimento acadêmico. Sendo a mais antiga sociedade vegana do mundo, ela foi fundada em 1944, quando Donald Watson, cunhou a palavra “vegan”. Eis a sua definição de veganismo:

“[…] é um estilo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade com os animais, para alimentação, vestuário e qualquer outra finalidade.” [7]

O vídeo continua e o vlogger faz outra afirmação falaciosa:

“E eu acho realmente que a moral vegana é um pouco mais pra frente, em relação às demais. Por conseguir colocar o mesmo grau de importância em todos os seres vivos sencientes, teoricamente faz com que o vegano abra a mão de desejos carnais para defender a sua causa.”

O grande problema dessa afirmação é colocar o consumo de carne e derivados de animais como produto de um “desejo carnal”. Na verdade, é preciso ficar claro que o desejo pelo consumo dos produtos de origem animal é caracterizado por um condicionamento social, presente na atual civilização.

A exploração animal faz parte da história da humanidade, sendo criada pelo homem. Salvo raríssimas exceções, motivadas por contextos políticos ou geográficos atípicos, nós não necessitamos de tais produtos para sobrevivência, logo, tal questão deixa de fazer parte da naturalidade e passa a ser de ordem social. A grande evidência desta realidade são as propagandas e marketing que nos induzem a crer numa possível “felicidade” dos animais criados para consumo humano. Veja alguns exemplos abaixo:

o mito do animal feliz

Na infância somos vulneráveis a tais formas de propaganda, assim, tornamo-nos adultos com uma moral que considera que os animais são meros ingredientes, fato ignorado pelo suposto “Nerdcético”:

“A moral vegana ser mais pra frente significa que os veganos são mais morais do que os não-veganos? Não. Nem de longe. O vegano pode perfeitamente, baseado no seu princípio, fazer merda atrás de merda. [..] Achar que podem aplicar a sua moral vegana em uma criança que não tem o hábito nem o gosto de comer verduras, e ela precisa comer carne porque a alimentação precisa ser prazerosa.”

Nesse trecho há um dos grandes erros do vídeo. O vlogger reduziu o prazer da alimentação ao consumo de carne e derivados, citando que “psicólogos” e “nutricionistas” afirmam que a alimentação na infância precisa ser “prazerosa”. Na verdade, a alimentação precisa ser prazerosa a vida inteira. E para que isso ocorra não há a mínima necessidade de consumirmos produtos de origem animal.

O trecho acima reflete um preconceito contra os alimentos de origem vegetal, como se fossem ruins ou desagradáveis, contudo, o que realmente dá sabor às refeições são as hortaliças, vegetais e plantas, ou seja, o tempero. Nenhum pai ou mãe dá carne crua ou sem tempero ao próprio filho, assim, ter prazer na alimentação não depende do consumo de derivados de animais; pelo contrário, muitas crianças se recusam a comer carne [8]. Além disso, a Associação Dietética Americana reconhece que o veganismo é saudável para todas as idades:

“Dietas vegetarianas e veganas bem planejadas são apropriadas para todos os indivíduos durante todas as fases do ciclo de vida, incluindo na gravidez, na lactação, na primeira infância, na adolescência e para atletas.” [9]

Tal posição é reiterada pelo Conselho Regional de Nutricionistas:

“Estudos científicos demonstram que é possível atingir o equilíbrio e a adequação nutricional com dietas vegetarianas – ovolactovegetarianas, lactovegetarianas, ovovegetarianas e até veganas, desde que bem planejadas e, se necessário, suplementadas.” [10]

Posteriormente, Bernardo afirma que os veganos acreditam possuir o “monopólio do pacifismo”. Esta alegação é fácil de ser derrubada quando constatamos a existência do movimento da libertação animal, que é vegano, e autoriza o uso da violência e do dano à propriedade privada em suas ações. A ALF (Animal Liberation Front) é, inclusive, considerada como “terrorista” pelo FBI [11], fato que não surpreende, uma vez que criminalizar o movimento dos Direitos Animais é uma ótima forma de não discutirmos a exploração animal, tão enraizada em nossa sociedade.

Resumindo: a paz não é a base primordial do veganismo, mas sim a justiça, como diz Francione, advogado e escritor de Direitos Animais:

“Veganismo não é uma questão de compaixão ou misericórdia; é uma questão de justiça fundamental.” [12]

Continuando com o vídeo, a próxima falácia é a de que alguém não poderia “jogar a sua moral [vegana] em uma criança”. Entretanto, uma breve análise na literatura dos estudos de desenvolvimento infantil demonstra que a formação da moral se dá pelo meio social [13], ou seja, por meio das ideologias presentes em nossa sociedade. No caso, vivemos em uma sociedade especista, que trata os animais como meros recursos humanos. E é essa a moral que estamos passando para as nossas crianças, na maior parte das vezes de modo inconsciente. Portanto, nós sempre “jogaremos” ideias, valores e crenças para as crianças. É assim que o ser humano se constitui. E devemos avaliar a perversidade de como estamos fazendo isso, com os meios já citados acima.

Omitir uma informação faz parte de uma boa educação?
Omitir uma informação faz parte de uma boa educação?

Finalizando o vídeo, podemos agora constatar uma ira pessoal contra os veganos:

“O Adolf Hitler era vegetariano e ambientalista; defendia os animais. […] Portanto, a moral vegana não faz a menor diferença na sociedade. E o veganismo não é a solução pra merda nenhuma – nem para problemas ambientais, nem para problemas de saúde e muito menos para a questão da violência.”

Mais uma vez, faltou pesquisa. Hitler não era vegetariano, tampouco ambientalista. Albert Speer [14] e Robert Payne, dois biógrafos de Hitler, relatam que Hitler gostava de salsichas e caviar:

“Apesar de Hitler não possuir grande afeição por carnes, exceto sob a forma de salsichas, e de nunca ter comido peixe, ele gostava de caviar.” [15]

A Chef de cozinha de Hitler, Dione Lucas, escreveu em 1964 um livro, chamado “Gourmet Cooking School Cookbook”, onde relata que uma das receitas favoritas de Hitler era pombo recheado. [16]

A história de que Hitler era vegetariano é um mito inventado por Joseph Goebbels, pois queria passar a ideia de que Hitler era um pacifista.
A história de que Hitler era vegetariano é um mito inventado por Joseph Goebbels, pois queria passar a ideia de que Hitler era um pacifista.

Quando Bernardo afirma que o veganismo não pode solucionar nada, ele está contrariando um verdadeiro tsunami de evidências científicas. No quesito ambiental, já sabemos os danos que a pecuária causa para o ecossistema global, sendo até 160 vezes mais prejudicial do que a produção de vegetais [17]. Na área da saúde, temos estudos apontando o consumo de carne como sendo o responsável pelo aumento da incidência de doenças cardiovasculares, diabetes [18] e câncer [19].

Quanto à questão da violência, o veganismo propõe o reconhecimento do direito à vida e liberdade dos animais não-humanos, desta forma, uma relação harmônica com as outras espécies passa a ser uma consequência do veganismo.

Por fim, ele afirma que os veganos “não tão salvando nenhum animal, apenas estão deixando de matar”. Uma alegação contraditória por si mesma, e ainda mais absurda vinda de alguém que usa “matemática” no próprio nick, já que ignora a óbvia relação de demanda vs. produção. Toda vez que alguém deixa de comer carne, está poupando a vida de vários animais. Estimativas indicam que veganos poupam, em média, a vida de 400 animais por ano [20]. Quando alguém come carne, está de fato financiando a morte desnecessária de animais inocentes, mesmo que seja indiretamente.

Essa linha falaciosa, a qual Bernardo adotou, de maneira inexplicável e irracional, desconsidera que os nossos hábitos e estilo de vida possuem um impacto no meio ambiente e na natureza. Os hábitos que propagam a escravidão dos animais e a crença que somos o centro da Terra vão continuar a produzir danos se não reconhecermos a responsabilidade que possuímos com o restante da natureza.

“Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.”
– Leonardo da Vinci

Referências

[1] Moral Vegana Vs Veganos.

[2] Levítico 11:3-8.

[3] Gênesis 9:1-2.

[4] Godlovitch et al.; Animals, Men, and Morals: An Enquiry into the Maltreatment of Non-Humans, 1972.

[5] SINGER, Peter. Libertação animal: o clássico definitivo sobre o movimento pelos direitos dos animais. Editora WMF Martins Fontes. São Paulo, 2010.

[6] Francione, Gary L. Introdução aos Direitos Animais. Editora da UNICAMP, 2013.

[7] Definition of veganism | The Vegan Society; acesso em 01 de novembro de 2014.

[8] Luiz Antonio – A argumentação para não comer polvo; acesso em 01 de novembro de 2014.

[9] CRAIG, Winston J.; MANGELS, Ann Reed. Position of the American Dietetic Association: vegetarian diets. Journal of the American Dietetic Association, v. 109, n. 7, p. 1266-1282, 2009.

[10] Parecer CRN-3; Vegetarianismo; Colegiado do CRN 3ª Região 2011-2014.

[11] FBI – Animal Rights Extremism and Ecoterrorism; 18 de maio de 2004.

[12] Veganismo: apenas mais um meio de reduzir sofrimento ou um princípio fundamental de justiça & não-violência?; março de 2010.

[13] MARTINS, Lincoln Coimbra; BRANCO, Angela Uchôa. Desenvolvimento moral: considerações teóricas a partir de uma abordagem sociocultural construtivista. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 17, n. 2, p. 169-176, 2001.

[14] SPEER, Albert. Spandau – O Diário Secreto. 1977.

[15] PAYNE, Robert. The life and death of Adolph Hitler. Cape, p. 346, 1973.

[16] LUCAS, Dione. Gourmet Cooking School Cookbook. Bonanza Books, 1988.

[17] ESHEL, Gidon et al. Land, irrigation water, greenhouse gas, and reactive nitrogen burdens of meat, eggs, and dairy production in the United States. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 111, n. 33, p. 11996-12001, 2014.

[18] MICHA, Renata; WALLACE, Sarah K.; MOZAFFARIAN, Dariush. Red and processed meat consumption and risk of incident coronary heart disease, stroke, and diabetes mellitus a systematic review and meta-analysis. Circulation, v. 121, n. 21, p. 2271-2283, 2010.

[19] LARSSON, Susanna C.; WOLK, Alicja. Meat consumption and risk of colorectal cancer: a meta‐analysis of prospective studies. International Journal of Cancer, v. 119, n. 11, p. 2657-2664, 2006.

[20] How many animals does a vegetarian save?

Anúncios

16 respostas para “Resposta ao vlogger bematemática: ‘Moral vegana vs. veganos’”

  1. Pedro, bem típico de quem não tem a capacidade de debater e reconhecer as próprias merdas. Covardia, ignorância… Tudo isso que você falou e mais um pouco.

  2. Perfeita resposta. Eu acho que pessoas que não entendem de um assunto deveriam ficar quietas, ou estudar para poder pelo menos, não passar tanta vergonha. Ridículas falácias, triste saber que há seguidores que perdem tempo ouvindo isso e nem ao menos, saem daquela tela para se informarem. Parabéns!!!!

  3. Sinceramente não acho que o veganismo salve vidas dos animais. Acho que impede o seu nascimento. Ninguém vai criai um boi no quintal de casa como se fosse um pet.

  4. Plantas sintetizam seu próprio alimento através da fotossíntese, entretanto é um complexo processo, pois sintetizam também proteínas, que nada mais são que junção de vários aminoácidos, além de enzimas. Por sua vez, os animais sintetizam proteínas de outra forma, montam e desmontam proteínas, absorvem e reciclam os nutrientes absorvidos, até produzirem as proteínas necessárias ao seu funcionamento. Os animais não produzem todas as proteínas igualmente. Alguns animais produzem uma determinada proteína, outros não. Por causa disso, e de nossa dieta onívora, os seres humanos que desenvolveram a capacidade de metabolizar quase todos os tipos de proteínas tiveram melhor chance na corrida evolutiva, pois a população que apresentou esta capacidade ficou em vantagem nos tempos de escassez. O que importa aos animais são os aminoácidos provenientes das proteínas, pois eles serão usados para suprir o organismo de forma que o metabolismo faça a síntese do que for necessário. Dessa forma, o que importa não é a proteína em si e sim de quais aminoácidos ela é constituída. Proteínas animais são mais facilmente metabolizadas do que as proteínas vegetais, pois as proteínas vegetais são formadas por outros aminoácidos que seriam necessários para o nosso organismo, mas não todos. Se determinados aminoácidos estiverem presentes, não servirão, pois cada proteína é formada por uma série de aminoácidos característicos. Logo, não basta ser proteína, tem que ser formada pelos aminoácidos certos. Logo, nem todas as proteínas vegetais possuem os aminoácidos que nós, seres humanos, precisamos. Além do mais, das proteínas vegetais, a maior parte é composta por celulose e um carboidrato (e não proteína), não absorvidos pelo organismo humano.
    Interessante é observar que houve um aumento de estatura considerável no povo japonês depois da Segunda Grande Guerra. Com a chegada de norte-americanos nas ilhas do Pacífico, começou a haver uma mudança de hábitos alimentares, com a introdução de mais proteína animal na dieta dos que lá viviam. Isso acarretou um aumento na estatura média do povo japonês. Os blindados japoneses da época, inclusive, tinham cabines com tamanhos adequados ao tamanho japoneses, atualmente, um adulto teria dificuldes ao entrar no veículo.
    Vitaminas do complexo B são majoritariamente (e no caso da vitamina B12, exclusivamente) pertencente a alimentos de origem animal, isto é, carnes. Vegetais não apresentam vitamina B12, a qual é essencial ao nosso organismo.

  5. “Logo, nem todas as proteínas vegetais possuem os aminoácidos que nós, seres humanos, precisamos.”

    – Primeiro, quem disse que alimentos de origem animal possuem todos os aminoácidos que precisamos? Em segundo lugar, a B12 é produzida por bactérias, ou seja, mesmo quem come carne, querendo ou não, está suplementando a própria alimentação.

    Além dessa discussão de vitamina, não consegui compreender aonde você quis chegar, Hujer. Você está afirmando que não podemos ser saudáveis com uma dieta vegana? Você acredita que o consumo de carne é fundamental para a nossa evolução e constituição humana? Bom, sugiro que dê uma breve olhada na literatura científica. O que é “essencial” ao organismo humano não se reduz à vitamina X ou Z, mas aos fatores biopsicossociais.

  6. É cada louco que aparece aqui… “Exige”???

    “Contra-vegano”? Existe isso? Tem como alguém ser contra “não trucidar animais só pelo seu paladar”, ou contra “não terminar de fuder com o que ainda resta do planeta Terra”?

    Vá buscar audiência em outro lugar, temos mais o que fazer do que perder tempo divulgando você e o seu amigo (também retardado) André.

  7. Exige? Rsrsrs. Você acha que vamos perder nosso tempo respondendo sua publicação desonesta e sem o mínimo de embasamento? Já havia lido seu artigo faz tempo. Minha reação foi, de fato, uma crise de risos.

  8. Quanta ignorância. Confundir uma dieta com uma filosofia de vida é produto de uma cegueira institucionalizada.

  9. Gente, um sujeito desse se dizendo matemático é no mínimo charlatanismo. Se acha que exemplos fajutos e afirmações irresponsáveis provam alguma coisa, como matemático vai morrer de fome. Critério, rigor, lógica, passaram longe. No fim, deu a deixa para o Veganagente e Holocausto fecharem com um c.q.d.. A única coisa que demonstrou foi a própria ignorância.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s