Cientistas são denunciados em testes torturantes com macacos filhotes

Nós já revelamos maiores detalhes sobre os experimentos de privação materna feitos na década de 1950, pelo psicólogo Harry Harlow. Em tais estudos, filhotes de macacos são arrancados de suas mães desde o nascimento, passando a desenvolver psicose, depressão e outros transtornos mentais. Infelizmente, um flagrante recente da ONG norte-americana PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) revelou que esses testes continuam acontecendo.

Testes desnecessários continuam acontecendo.
E se fossem bebês humanos?

Harlow morreu em 1981, mas Stephen Suomi continua realizando pesquisas de privação materna, depressão e abuso de drogas em macacos por cerca de 30 anos, com dinheiro de impostos.

A ONG coletou uma série de fotos e vídeos de estudos no Instituto Nacional de Saúde em Maryland (NIH). Em tais registros, macacos filhotes entram em desespero ao serem confrontados com objetos assustadores, enquanto o repertório comportamental é observado em gaiolas frias de arame. Pesquisadores chegam a rir de uma mãe que havia sido sedada com seu filhote no colo (veja no vídeo abaixo).

Em outro momento, filhotes são colocados em gaiolas tão pequenas que sequer podem levantar ou abaixar, sendo expostos a um sofrimento extremo e desnecessário.

Além de tais experimentos serem antiéticos e imorais, eles não são cientificamente adequados. A psicologia já constatou, com segurança, que a falta de contato social traz sérios danos ao desenvolvimento humano. Nós não precisamos repetir esse conceito em macacos.

Assine a petição pedindo que esse tipo de tortura acabe. Clique aqui.

As imagens

Abaixo você confere a galeria de fotos do flagrante recente da PETA (clique na imagem para ampliar).

Flagrante em vídeo

Confira o vídeo da investigação secreta. Ative as legendas em PT-BR no player.

O que dizem os especialistas

Uma série de cientistas e pesquisadores deram a sua opinião sobre os experimentos de privação materna. Todos são unânimes em dizer que tais testes precisam ser abandonados.

“Experimentos extensos que comprovaram os efeitos nocivos da privação materna e do isolamento em macacos rhesus foram feitos por Harry Harlow nos anos de 1950, 1960 e 1970. Porém, mesmo após as evidências, Harlow continuou a inventar situações cada vez mais estressantes. Tais experiências foram ficando cada vez mais cruéis. No entanto, os pesquisadores continuaram a trabalhar neste campo após a morte de Harlow. Uma das razões disso continuar acontecendo até hoje é porque essas experiências desumanas são financiadas com dinheiro público. Estou chocada e triste com esse flagrante.”
– Dra. Jane Goodall, primatóloga e antropóloga britânica, fundadora do Instituto Jane Goodall e Mensageira da Paz das Nações Unidas.

“No passado, eu conduzi experimentos sobre o impacto da privação social na inteligência e no desenvolvimento de comportamentos sociais anormais em primatas. Finalmente desisti dessa área, porque reconheci que esses modelos não representam com precisão o desenvolvimento das doenças mentais humanas. Cheguei à conclusão de que esses modelos não souberam informar adequadamente as direções inovadoras para a intervenção clínica bem-sucedida, que pudessem justificar os custos e o sofrimento envolvidos.”
– John P. Gluck, Ph.D., Professor Emérito de Psicologia da Universidade do Novo México.

“Como alguém que passou toda a sua carreira documentando a vida social e emocionalmente rica dos primatas, eu achei excruciante assistir ao vídeo de experimentos de indução de medo e ansiedade do NIH, em bebês vulneráveis de macacos. E pior ainda, é saber que por trás desse existem centenas de horas de outros vídeos, e que outros experimentos similares continuam em progresso. Considerados em conjunto, e sem exceção, esses experimentos de privação materna são cruéis, mergulhando filhotes de macacos em condições infernais, as quais eles não podem nem controlar, nem escapar. Tanto eticamente quanto moralmente, esses experimentos não têm lugar na ciência hoje em dia.”
– Barbara J. King, Ph.D., Professora de Antropologia da Faculdade de William e Mary.

“Se o objetivo desses estudos é obter bons modelos de doenças psiquiátricas humanas, esses esforços são irremediavelmente um atraso científico, pois podem ser substituídos por estudos de neuroimagem em pacientes humanos.”
– Lawrence A. Hansen, Professor de Neurociências e Patologia da Universidade da Califórnia.

“Se tais experimentos são feitos com o intuito de prever a doença mental em bebês humanos, então eles falharam profundamente. A privação materna é artificial e gera a exposição crônica ao confinamento social, estresse e isolamento, em condições laboratoriais, o que não pode ser visto como um paralelo para a doença mental em humanos. Os experimentos retratados no vídeo incluem assustar macacos em pequenas gaiolas com ruídos altos, prendendo esses filhotes e, em seguida, ameaçando-os com pesquisadores humanos, ou através do confinamento com uma mãe drogada imóvel. Estes procedimentos não representam as situações estressantes que causam a doença mental em humanos.”
– Nora J. Johnson, Ph.D., Psicóloga Clínica da Universidade da Pensilvânia.

“Durante os últimos trinta anos, o grupo de Suomi privou centenas de macacos filhotes de contato materno, levando-os a sofrer uma série de severas deficiências cognitivas, sociais, emocionais e físicas. Não há evidência de que esses estudos estão beneficiando humanos ou outros animais. Essa linha de pesquisa é ultrapassada e irrelevante.”
– Lori Marino, Ph.D., Ex-professor de Neurociência e Comportamento Animal da Universidade Emory.

Fonte: PETA

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2 respostas para “Cientistas são denunciados em testes torturantes com macacos filhotes”

  1. Isto tem de acabar. É uma barbaridade. Nos tempos de hoje isto já não é necessário é gente maluca que gosta de fazer mal

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