Testes em animais precisam ser abandonados em pesquisas de Alzheimer

Cobaias
Produção de neurônios in vitro pode, eventualmente, substituir pesquisas com animais

Cientistas dizem que a pesquisa animal tem fracassado no desenvolvimento de terapias para o Alzheimer, aponta um artigo da “BBC” de 21 de maio de 2014.

Dra. Gillian Langley, cientista e consultora da Humane Society International, está entre o número crescente de cientistas que acredita que a pesquisa atual, baseada no modelo animal, é limitante.

“Há uma  percepção crescente de que os testes em animais não estão produzindo os avanços que estamos esperando. A pesquisa médica está em um ponto de inflexão”, disse à BBC News.

“O mais fascinante sobre essa tecnologia é que você pode cultivar células de pacientes com a doença, obtendo um modelo para o Alzheimer in vitro.”
– Dr Eric Hill, Universidade de Aston

Em um artigo para o periódico Drug Discovery Today, ela afirmou que é hora de considerar um novo paradigma na pesquisa médica para a doença de Alzheimer. “Precisamos dessa visão abrangente — um novo quadro para que possamos usar essas ferramentas do século 21”, disse Gillian.

Outros cientistas dizem que métodos baseados em humanos já estão produzindo resultados.

O Professor Paul Lawrence Furlong da Universidade de Aston faz experimentos com ressonância magnética para tentar desenvolver métodos de diagnóstico precoce de demência. “Nós apoiamos iniciativas que se baseiam no modelo humano por boas razões científicas”, afirma.

Ele ainda afirmou que pesquisadores como Dr. Eric Hill, da Universidade de Aston, estão trabalhando com células-tronco para obterem um modelo da doença de Alzheimer, o que pode, eventualmente, proporcionar tratamentos mais eficazes.

Células-tronco oferecem um bom modelo para a doença de Alzheimer.
Células-tronco oferecem um bom modelo para a doença de Alzheimer

“Essas células eram células da pele, reprogramadas para se tornarem células-tronco novamente”, disse Hill. “Elas foram, assim, se diferenciando e se transformando em neurônios e astrócitos”, completou.

“O mais fascinante sobre essa tecnologia é que você pode cultivar células de pacientes com a doença, obtendo um modelo para o Alzheimer in vitro”, afirmou Hill.

No entanto, o Instituto de Pesquisas do Alzheimer no Reino Unido alega que uma doença tão complexa precisa de diferentes tipos de abordagens. “Alzheimer é uma doença complexa e o cérebro é um órgão complexo”, disse o pesquisador Simon Ridley.

“A modelagem em uma cultura de células é um enorme desafio. Então, eu acho que é muito importante que mantenhamos diferentes tipos de pesquisa, para tentarmos responder perguntas específicas”, concluiu.

Dr. Laurie Butler, da Universidade de Reading, acrescentou: “O número de pessoas afetadas por demência deve triplicar nos próximos 30 anos, por isso é fundamental examinarmos os nossos modelos de pesquisa, para podermos cumprir a promessa de Jeremy Hunt em nos transformarmos no ‘líder mundial’ do combate à demência.”

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