A experimentação animal é a Idade Média da ciência

Antropocentrismo – uma das poucas palavras que podem definir o motivo do ser humano usar os animais em nome da ciência. Na Idade Média havia a crença de que éramos o ápice da criação divina. Estávamos no centro do universo.

As trevas da ciência.
As trevas da ciência.

Os cientistas costumam discursar a favor da inovação, da tecnologia, e das descobertas que poderiam melhorar a vida do ser humano. Apesar do discurso, muitos ainda acreditam que os testes em animais podem nos garantir saúde, expectativa de vida e nos tirar das “trevas”. Com isso, tais indivíduos afirmam que sem a experimentação animal voltaríamos para a Idade Média – ficaríamos podres de doentes e largados à mercê de possíveis ameaças que a natureza pudesse nos oferecer.

Falácia do apelo ao medo. A mensagem que tentam passar, basicamente, é a de que a população é obrigada a aceitar a imposição dessas pesquisas, realizadas por alguma autoridade egocêntrica e completamente influenciada por perspectivas que enxergam o ser humano como o centro do universo. Logo, os apoiadores da experimentação animal projetam seus próprios medos neste método arcaico, existente há décadas na ciência.

Esse tipo de ameaça costuma funcionar com a maioria das pessoas, pois não possuem informações a respeito do fracasso dos testes em animais em promover e proteger a nossa saúde. Podemos contar nos dedos quantas vezes vemos a grande mídia falar sobre as limitações dos experimentos em animais. Ao contrário, a mídia com frequência comemora sucessos de cura de inúmeras doenças em camundongos, ratos ou macacos. Porém, comemorar fatos dessa natureza beira o fanatismo.

Teimamos em aceitar que o desenvolvimento das nossas doenças, seus sintomas, progressões e tratamentos, são problemáticas em que terceiros não devem responder. Os animais não tem nada a ver com isso. Nossos interesses não podem estar acima do direito à liberdade que os animais possuem.

A crença de que somos superiores às outras espécies, podendo fazer o que desejarmos com elas, se faz presente justamente em indivíduos que discursam à favor da tecnologia. Se somos capazes de encontrar novos meios de pesquisa, não há dúvidas. Mas para que isso aconteça os cientistas precisam encarar o medo de perder algo que nunca possuíram: a posição de serem o centro de toda a existência.

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