6 fatos sobre a indústria de ovos

Muitas pessoas acreditam que ao comerem ovos ou frango estão evitando o sofrimento de animais sencientes. Mas a verdade está bem longe disso. Galinhas também sofrem como as outras espécies. Elas levam uma vida infernal e torturante na indústria da carne. Conheça os fatos pelos quais você não deve comer ovos e galinhas.

1. Progenitores são horrivelmente mal tratados

Criação industrial de galinhas.

Criação industrial de galinhas.

Os progenitores da maioria das galinhas utilizadas na indústria de ovos são alojados em galpões com um galo para cada 9 a 11 galinhas. Até 10.000 desses animais são espremidos em galpões com cerca de 57 a 61 cm por ave. Antes de chegar nas instalações de procriação, as aves podem ter tido seus bicos, esporas, cristas e às vezes até seus dedos cortados, para prevenir agressões. Esses procedimentos são realizados normalmente sem qualquer anestesia ou analgésicos.

As aves são alimentadas uma vez por dia, e têm seus ovos coletados 3 vezes por dia para serem levados a uma incubadora. A cada ano, ao final do primeiro ciclo de postura, a maioria das galinhas poedeiras são enviadas aos matadouros e repostas por uma nova leva de galinhas. Galos podem ser mantidos por até 18 meses.

2. Pintinhos machos são moídos vivos

Pintinhos machos jogados no lixo.

Pintinhos machos jogados no lixo.

Ovos fertilizados de criadores comerciais são transportados para incubadoras que fornecem calor uniforme para todos os ovos de modo que eles eclodam ao mesmo tempo. Algumas instalações mantém 300.000 ovos. Depois de um período de 21 dias de incubação, os pintinhos nascem. Em circunstâncias normais, galinhas vocalizam para os seus filhotes durante a incubação. Pintinhos em incubadoras ouvem apenas o silêncio.

Na indústria de ovos os pintinhos machos são mortos no mesmo dia em que seu sexo é determinado. Não é lucrativo para os criadores comerciais manter indivíduos machos até a maturidade. E é legal tritura-los vivos, asfixiá-los com gás ou atirá-los em caçambas de lixo. Nos Estados Unidos, até 200 milhões de pintinhos são mortos anualmente. Se uma fazenda de ovos não fizer suas próprias incubações, é quase garantido que irá comprar galinhas de incubadoras que matam os pintinhos machos. Isso inclui não apenas os criadores industriais, mas até alguns do tipo “livre de gaiola”, ou “criado solto”.

3. Galinhas fêmeas são mutiladas

Fazenda Industrial

Aquelas que são destinadas às instalações de ovos apinhadas têm uma porção dos seus picos repletos de nervos e vasos sanguíneos cortada. Aves alojadas em configurações não naturais, como aquelas encontradas em fazendas industriais, exibem comportamento anormal, incluindo agressão gratuita e canibalismo. Este é apenas o resultado de como elas são alojadas, e não o seu comportamento natural.

A debicagem pode ser realizada com laser, facas cauterizadas, tesouras, ou via corrente elétrica. Até a conservadora Associação Médica Veterinária Americana (AVMA) indica que esse procedimento, se realizado sem analgésicos ou anestesia, é doloroso e gera sofrimento prolongado.

Galinhas criadas em instalações com ou sem gaiolas são normalmente debicadas. Até algumas pequenas propriedades com base em pastagens debicam suas galinhas.

À esquerda uma galinha com bico normal. À direita uma galinha com bico cortado.

À esquerda, uma galinha com bico normal. À direita, uma galinha com bico cortado.

4. 95% das galinhas são amontoadas em gaiolas tão pequenas que não podem nem sequer abrir suas asas

Essa é a criação padrão de galinhas.

Essa é a criação padrão de galinhas.

95% das quase 400 milhões de galinhas poedeiras dos Estados Unidos são alojadas em baterias de gaiolas, às vezes empilhadas em até 7 camadas, nas quais são alojadas de 5 a 8 galinhas durante toda a duração da postura. As aves não podem esticar as suas asas, e mal conseguem se virar. Cada galinha tem menos espaço do que uma folha de papel A4.

Entre 60.000 a 100.000 galinhas são alojadas em cada galpão, e a maioria dos fazendeiros mantêm múltiplos galpões em uma fazenda. Essas condições geram comportamentos estereotipados e anormais, como falso banho de poeira, agressão e canibalismo.

Para reduzir a disseminação de doenças, e aumentar a produção de ovos, galinhas são alimentadas com ração aditivada com antibióticos.

Mesmo em operações do tipo “livre de gaiola”, aves ainda são debicadas e têm pouco espaço para ciscar. Esse tipo de instalação aloja de 10.000 a 50.000 galinhas em cada galpão, a maioria sem janelas.

Não existe definição legal para “sem gaiola” ou “criado solto”, e a maioria desses criadores ainda debica as suas galinhas. Menos de 1% das galinhas são alojadas em instalações do tipo “sem gaiola” ou “criado solto”.

5. Galinhas são prisioneiras dos seus próprios corpos

Essas galinhas foram resgatadas de uma fazenda industrial.

Essas galinhas foram resgatadas de uma fazenda industrial.

As raças normalmente usadas na produção de ovos foram selecionadas artificialmente para produzir de 3 a 5 vezes mais ovos do que o normal. Essas aves põem de 250 a 300 ovos por ano, enquanto que galinhas silvestres ou selvagens produzem apenas 20 a 50 ovos por ano. Mesmo galinhas caipiras produzem de 120 a 160 ovos por ano, muito menos do que as raças poedeiras artificialmente selecionadas.

Na maioria das fazendas, onde aves são alojadas em galpões fechados, sem acesso a iluminação normal, galinhas são induzidas a pensar que é sempre primavera. Luzes artificiais ficam ligadas de 12 a 16 horas por dia durante o período de pico da produção. Em uma cruel distorção da natureza, ciclos de muda são induzidos nessas aves através de jejum. Em ambiente natural, galinhas passam por um processo de muda no qual elas trocam todas as suas penas e preparam seus corpos e sistemas reprodutivos para o próximo ciclo de postura. Em fazendas, entretanto, elas passam fome de 2 a 11 dias.

O resultado dessa produção forçada inclui osteoporose e fratura de ossos. Até 30% das galinhas na indústria de ovos sofrem de osteoporose. Doenças reprodutivas, como câncer de ovário são prevalentes em galinhas de raças poedeiras. Por conta disso, quando têm a oportunidade de viver em santuários, essas aves raramente passam dos 7 anos (apesar de uma expectativa de vida normal de 16).

6. Galinhas são abatidas plenamente conscientes

Existem duas leis federais que se aplicam a animais de fazendas: a lei de transporte de 28 horas, e os métodos federais de abate humanitário. Mas a grande maioria dos animais abatidos NÃO são protegidos por ambas as leis. Cortes federais determinaram que galinhas e perus (que somam mais de 90% dos animais abatidos) não são animais da pecuária, e, portanto, não são protegidos. Isto significa que eles podem ser transportados por qualquer período de tempo sem comida ou água, e que não precisam ser aturdidos previamente ao abate.

Galinhas estão plenamente conscientes quando suas gargantas são cortadas. Depois de um descarregamento rude, as aves são agrilhoadas de cabeça pra baixo pelas pernas. Geralmente as aves passam por um banho elétrico, o qual pode induzir a morte, mas em matadouros mal operados (leia-se a maioria), as aves permanecem apenas imobilizadas, e estão plenamente conscientes quando suas gargantas são cortadas.

Galinhas criadas para o consumo de carne são muito maiores do que as poedeiras e não há um grande mercado para a carne de galinhas da indústria de ovos. A maioria das mais de 200 milhões de galinhas são então vendidas para a fabricação de sopas baratas, ração animal ou simplesmente usadas como adubo.

Fonte: TURLOCK

Tradução: Pedro Abreu

6 ideias sobre “6 fatos sobre a indústria de ovos

  1. elenice

    Especie humana , maligna enquanto voce consumir seua irmaos e claro que voce viverá violencia e o desamor e assim que funciona a vida toda dor pra voce que come ou contribui de forma indireta por essa dor

  2. George Luis

    Isso! Reclamem, falem mal da humanidade.
    Agora vamos comer um bolo do qual ovos foram usados para preparar. 🙂

  3. Lisa

    Esse George Luis, sempre tem um idiota que vai na internet procura um site sobre algo que ele não gosta e defeca pelos dedos.

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