Universidades realizam experimentos torturantes em gatos

Universidades de renome têm realizado testes torturantes em gatos. Cambridge é uma delas. Os gatos ficam paralíticos, têm seus crânios quebrados e eletrodos implantados em seus cérebros, costelas e coluna vertebral. Esses procedimentos cruéis possuem a justificativa de possibilitarem uma melhor “compreensão” do corpo humano. Alguns dos animais são criados em completa escuridão, enquanto outros têm seus olhos costurados, para que  cientistas pudessem analisar os problemas desenvolvidos no “olho preguiçoso” (caracterizado pela perda de visão).

Horripilante: Gatos tiveram seus crânios rachados e abertos antes de eletrodos seres inseridos em seus cérebros. Essa foto foi tirada na Universidade de Winsonsin.
Horripilante: gatos tiveram seus crânios rachados e abertos antes de eletrodos seres inseridos em seus cérebros. Essa foto foi tirada na Universidade de Wisconsin.

Cientistas colocam os gatos sob anestesia durante a perfuração, mas quando os experimentos terminam, eles são mortos. Denúncias recentes feitas pela ONG PETA e União Britânica pela Abolição da Vivissecção revelaram mais detalhes destes estudos, feitos em grandes universidades.

Na Universidade de Londres, os gatos tomavam anestesia antes das placas serem parafusadas em seus crânios, enquanto eles ficavam de bruços.

Eletrodos foram então ligados à coluna para “investigar como células nervosas e músculos abdominais trabalham em conjunto para permitir a respiração normal e a tosse”.

No intuito de verificar os “mecanismos de resposta” entre os olhos e o cérebro, eles implantam eletrodos em certas áreas cerebrais, após a remoção de partes do crânio.  Na Universidade de Bristol, por exemplo, eles cortavam os crânios através da pele e do osso.

No Centro de Nutrição Animal WALTHAM os gatos ficaram sob uma dieta rigorosa para verificar como isso afetou “as gorduras do sangue”. Alguns dos regimes alimentares duraram 6 semanas, sendo ricos em gordura e prejudiciais para a saúde.

Na Universidade de Cardiff e na Universidade de Edimburgo filhotes de gatos são separados de suas mães e ficam em “completa escuridão”, para que as funções cerebrais relacionadas com a ambliopia (vulgarmente conhecida como “olho preguiçoso”) sejam estudadas. Os gatinhos ficavam até uma semana em completa escuridão. Outros tinham os olhos costurados, através da utilização de suturas nas pálpebras durante sete dias.

Então, uma cirurgia na cabeça era realizada e os gatos anestesiados e paralisados, com uma droga que os impedia de respirarem ou fazerem qualquer tipo de movimento. Um buraco foi feito em suas gargantas, na traqueia, com a inserção de tubo de vento, para que eles pudessem respirar artificialmente.

O Royal Veterinary College admitiu estar “diretamente envolvido” nesses experimentos.

Procedimentos são realizados com a justificativa de "compreensão" dos mecanismos de resposta entre os olhos e o cérebro.
Procedimentos são realizados com a justificativa de “compreensão” dos mecanismos de resposta entre os olhos e o cérebro.

Defensores dos direitos dos animais reagiram com indignação aos estudos, chamando os procedimentos de “repugnantes”.

Andrew Tyler, diretor da Animal Aid, afirmou: “É profundamente perturbador de imaginar o extremo sofrimento e estresse desses gatos.

“Além do sofrimento causado, é altamente improvável que esses procedimentos terríveis contribuam para qualquer progresso da medicina, uma vez que os resultados de experiências com animais não podem ser transferidos para humanos.

“Em vez de torturar gatos, essas universidades deveriam mover-se para o século 21 e abraçar uma série de métodos alternativos já disponíveis.”

Esses experimentos chocantes foram divulgados em um relatório da União Britânica pela Abolição da Vivissecção (BUAV). Michelle Thew, presidente da BUAV, disse:

“Mais de 5 milhões de famílias do Reino Unido compartilham suas casas com gatos. Esses animais são carinhosos e queridos, mas estão sendo usados em experimentos cruéis que envolvem cirurgia cerebral invasiva, além de viverem em escuridão total e terem suas pálpebras costuradas.

“As pesquisas médicas são fundamentais, porém métodos alternativos sofisticados devem ser utilizados no lugar dos animais. Estamos pedindo ao governo que acabe com o uso cruel de gatos em laboratórios do Reino Unido.”

Os procedimentos invasivos são feitos com anestesia, mas após o seu efeito, muitos não resistem e sucumbem à morte.
Os procedimentos invasivos são feitos com anestesia, mas após o seu efeito muitos gatos não resistem e sucumbem à morte.

O autor e comediante Alexei Sayle aderiu à campanha da BUAV, que deve entregar o relatório intitulado “O que está acontecendo com os gatos?” para o Ministério do Interior. Ele afirmou:

“Como proprietário de gatos sei que eles são companheiros maravilhosos, inteligentes e brincalhões.

“É por isso que estou me juntando nessa campanha para que o Reino Unido acabe de uma vez por todas com esses testes. É hora de terminar com este sofrimento cruel e desnecessário.”

No ano passado, a ONG PETA denunciou a Universidade de Wisconsin sobre o uso dos gatos em testes de animais.

Contradição: cientistas acham que é antiético fazer esses procedimentos em humanos, mas com animais, tudo estaria permitido.
Esquizofrenia moral: cientistas acham que é antiético fazer esses procedimentos em humanos, mas com animais, tudo estaria permitido.

Um porta-voz da Universidade de Cambridge disse:

“A pesquisa que realizamos faz parte do potencial desenvolvimento de um novo tratamento para a ambliopia, uma desordem comum da visão que afeta uma em cada 50 crianças.

“Usamos os animais pois seria antiético fazer isso em humanos, por isso realizamos primeiramente o estudo em camundongos e gatos, a fim de saber se o tratamento havia sido eficaz. Depois disso, precisávamos testá-lo em espécies superiores – neste caso, em um pequeno número de gatos.”

Dez das mais universidades prestigiadas do Reino Unido estão envolvidas em procedimentos semelhantes aos realizados na Universidade de Winsconsin (foto).
Dez das universidades mais prestigiadas do Reino Unido estão envolvidas em procedimentos semelhantes aos realizados na Universidade de Winsconsin (foto).

Um porta-voz da Universidade de Londres disse que os experimentos mencionados foram realizados em 1992 e 1998.  Reagindo às acusações, um porta-voz da Universidade de Cardiff, afirmou:

“A pesquisa citada terminou em 2010.

“Nossas pesquisas visam encontrar tratamentos para doenças humanas, através do avanço da compreensão médica, odontológica, biológica e veterinária.

“Todos os animais usados em pesquisa na Universidade de Cardiff estão de acordo com os 3Rs e sob supervisão veterinária, conforme as leis impostas pelo governo do Reino Unido.”

Um representante da Universidade de Bristol disse que pode afirmar “categoricamente” que essas pesquisas não são feitas na universidade há pelo menos 7 anos.

Um gato com o crânio parafusado, em um experimento da Universidade de Wisconsin.
Um gato com o crânio parafusado, em um experimento da Universidade de Wisconsin.

Fonte: Mail Online

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