Por que os remédios são testados em animais?

Antes de um medicamento entrar em circulação, ele precisa ser testado em centenas de animais – a lei exige. O FDA  (Foods and Drugs Administration, órgão dos EUA) exige experimentos em pelo menos duas espécies: roedoras e não roedoras. No final do processo, ratos, porcos, coelhos, cães, macacos e outros animais podem ter sido usados.

Ratos

Os testes de medicamentos em animais começaram depois da tragédia do dietilenoglicol em 1937, quando muitas pessoas morreram depois de tomar um medicamento que continha a substância juntamente com sulfanilamida. Depois de causar muitas mortes, verificou-se que os animais também eram sensíveis ao dietilenoglicol. Nascia a experimentação animal para controle de remédios.

Atualmente, os animais são usados em testes ADMET, que significam:

A – como uma droga é absorvida pelo organismo

D – como ela é distribuída pelo tecido muscular

M – como ela é metabolizada

E – como o corpo elimina a droga

T – quais são os seus efeitos tóxicos

As abordagens existentes para os testes pré-clínicos de segurança não são confiáveis o suficiente para identificar potencial toxicidade em humanos. Além disso, as agências reguladoras e a indústria farmacêutica já admitem que o “padrão-ouro” da experimentação animal não é eficaz – testes em roedores correspondem a cerca de 50% de previsão de toxicologia humana.

Pode acontecer de um produto não fazer mal aos animais, mas matar humanos. Isso ocorreu com uma droga experimental chamada TGN1412, destinada a tratar leucemia e outras doenças. Ela não causou problemas em várias espécies de animais, incluindo coelhos e macacos. Porém, matou 6 pessoas em um pequeno estudo inicial, ocasionando convulsão e falência de órgãos. Todos os voluntários foram hospitalizados em estado crítico após uma hora da ingestão do remédio. Agências britânicas justificaram que houve uma “ação biológica imprevisível da droga em humanos” que não foi prevista em estudos pré-clínicos “aparentemente adequados”.

Um estudo iniciado em 1976 pelo FDA descobriu que 102 de 198 medicamentos (52%) lançados no mercado haviam sido recolhidos ao longo dos próximos 10 anos, devido aos efeitos colaterais inesperados e não previstos em testes com animais.

Outro estudo examinou seis medicamentos com uma variedade efeitos colaterais em humanos. A pesquisa constatou que 22 efeitos colaterais foram previstos corretamente, mas 48 efeitos colaterais não ocorreram em humanos. Em contrapartida, 20 efeitos somente foram observados na nossa espécie. Isso significa que o modelo animal fornece dados inadequados em pelo menos 76% das vezes.

O tratamento por terapia de reposição hormonal (TRH) para mulheres na pós-menopausa não funciona como previsto pela experimentação animal. As mulheres que passam pelo tratamento sofrem derrames e ataques cardíacos.

Os cientistas já sabem de tudo isso. Eles anunciam a descoberta de um novo medicamento que foi um sucesso em animais. Então, alguns anos depois (e somente após muitas vidas perdidas), a droga falha em humanos.

A realidade é que as pessoas não precisam de drogas seguras em animais – precisamos de remédios seguros para a nossa espécie.

Fonte: NAVS

Anúncios

Uma resposta para “Por que os remédios são testados em animais?”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s