O futuro da saúde humana não está nas pesquisas com animais

Quantas vezes um médico lhe prescreveu um medicamento e, em seguida, você se perguntou se ele era seguro? Provavelmente poucas vezes. Por quê? Porque você sabe que aquela droga passou por uma bateria de testes de segurança, assim, você foi ensinado a acreditar que os tratamentos médicos e novos medicamentos precisam ser testados em animais. Você nunca aceitaria “testar” uma droga ou tratamento diretamente em humanos, porque isso não seria “seguro”.

Pesquisa Animal

Mas podemos realmente confiar nos resultados das pesquisas com animais, quando falamos de saúde e segurança? Os animais pertencem a outras espécies, logo, reagem de forma diferente aos medicamentos e terapias médicas, devido às suas características individuais.

Quando você pensa sobre isso, provavelmente já imaginava. Você jamais daria ao seu gato paracetamol – o acetaminofeno é tóxico para gatos. Você não medicaria seu cão com ibuprofeno, por ser tóxico para cachorros. E você não daria penicilina para um porquinho-da-índia, pelo mesmo motivo. No entanto, todos estes fármacos são seguros para a maioria dos seres humanos.

Todos nós já ouvimos falar de drogas que são retiradas do mercado depois de entrarem em circulação, devido aos efeitos colaterais graves que elas causaram, às vezes chegando até a morte. Apesar disso, todos estes remédios passaram por protocolos de experimentação animal.

A semelhança do nosso DNA com os animais tem sido usada para justificar a pesquisa animal; por exemplo, os chimpanzés compartilham 99% dos nossos genes. Portanto, os cientistas acreditam que eles seriam bons “modelos” para os seres humanos. A similaridade genética vem sendo usada como desculpa para décadas de pesquisa sobre HIV/Aids, apesar do fato que os chimpanzés simplesmente não desenvolvem a Aids.

A investigação científica tem progredido a ponto de estudarmos efeitos de novas drogas em nível celular. Os cientistas já sabem que os genes não se comportam da mesma maneira em humanos, em relação aos animais. Diferenças infinitesimais entre a genética podem levar a grandes diferenças na forma como reagimos ao ambiente, alimentação e medicamentos.

O modelo animal, no passado, foi usado para a ciência prever resultados. Mas hoje, com novas tecnologias emergentes, o modelo animal tornou-se um fracasso. O futuro da saúde humana se encontra em pesquisas feitas diretamente em nossa espécie, não nos animais.

Traduzido de Neavs – New England Anti-Vivisection Society, Framing the Scientific Argument (Acesso em 6 de maio de 2014)

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