Agricultura e Experimentação Animal: o financiamento do massacre

Além de usar animais como modelos para seres humanos, os animais são usados em pesquisa agrícola no intuito de proporcionar “um fornecimento seguro, abundante, diversificado e acessível de alimentos, fibras e outros produtos agrícolas”. [1]

O frango sem penas fez parte de um projeto de um geneticista israelense, em 2002, com o objetivo de um desenvolvimento mais rápido na pecuária.
O frango sem penas fez parte de um projeto de um geneticista israelense, em 2002, com o objetivo de um desenvolvimento mais rápido para a indústria da pecuária.

O Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS) faz parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), realizando pesquisas científicas primárias. O ARS realiza pesquisas para fornecer soluções para “problemas agrícolas de alta prioridade nacional” e “para garantir a segurança dos sistemas de produção”. O serviço visa criar “novas tecnologias, práticas de gestão, estratégias de manejo de pragas, sistemas de produção sustentáveis e métodos de controle de potenciais contaminantes”. [2] Um dos principais programas do ARS é a “Produção e Proteção Animal”, destinado a melhorar os métodos de produção animal e na proteção dos animais de fazenda, de “doenças relacionadas a produção”. Os centros de pesquisa agrícola possuem relações com as fazendas industriais da pecuária.

As espécies utilizadas incluem peixes, porcos, vacas, ovelhas e aves – especialmente galinhas. Muitos estudos se concentram em encontrar maneiras mais baratas e rápidas para o crescimento dos animais através de dietas artificiais e métodos de produção. A engenharia genética e clonagem matam muitos animais para a simples coleta de dados genéticos.

Por exemplo, experimentos envolvendo aves domésticas (galinhas, perus e patos) estão relacionados à pecuária, para uma produção de ovos em larga escala. Pássaros são usados em experimentos que envolvem amputação parcial dos seus bicos, privação de comida, estresse térmico, engenharia genética e manipulação de crescimento. Eles também são usados para a elaboração de novos métodos de abate. Em um estudo patrocinado pelo USDA 250 galinhas foram submetidas a choques elétricos antes de serem mortas, com o intuito de verificar se a carne ficaria mais fácil de ser removida. Usando manipulação genética, os cientistas criaram frangos sem penas e tentam projetar crescimentos maiores. Ambas as tentativas resultaram na produção de anomalias fisiológicas e deformidades físicas, levando a um enorme sofrimento para um número incontável de animais.

A pesquisa agrícola também estuda as causas e tratamento de doenças associadas com a agricultura industrial, como a gripe aviária, doença da vaca louca, gripe suína, e resistência a antibióticos. Uma vez que muitas dessas doenças podem ser transmitidas a humanos, a investigação procura desenvolver novas vacinas e tratamentos para a nossa espécie. A ameaça aos seres humanos por essas doenças, portanto, é, convenientemente, o argumento para que essas pesquisas continuem acontecendo. Os porcos são usados para pesquisas cardiovasculares, ovelhas para o estudo de nutrição fetal durante a gravidez, as vacas para pesquisa de desenvolvimento das glândulas mamárias e para métodos de inseminação artificial, e as aves na pesquisa contra o câncer. Os animais sacrificados em fazendas são usados em aulas de vivissecção e para testes de novas drogas.

Conclusão

Atualmente, os cientistas agrícolas estão pressionando o governo federal para aumentar a quantidade de recursos alocados para essas pesquisas. Em 2007, o USDA investiu cerca de 32 milhões de dólares para estudo de animais em dezenas de universidades agrícolas. A parceria de indústrias de pesquisa com a pecuária permite que ambas as partes continuem um ciclo de abuso aos animais.

Como os ratos, camundongos e pássaros, os animais de fazendas industriais usados para “melhorar a nutrição animal, reprodução, gestão, eficiência na produção, qualidade de alimentos ou fibras” [3] também são excluídos da AWA (Lei de Bem-Estar Animal), ficando sem proteção legal, permitindo que abusos continuem acontecendo.

Referências

[1] U.S. Department of Agriculture.(n.d.). Agricultural Research Service.

[2] Ibid.

[3] U.S. Department of Agriculture.(n.d.). Animal Welfare Act Regulations.

Fonte: NEAVS

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