O Judeu que se recusou a fazer parte do Holocausto Animal

Uma definição de holocasuto: “O termo holocausto vem da palavra grega holókauston, referindo-se a um sacrifício animal a um deus, onde todos (olos) os animais são completamente queimados (kaustos). Por centenas de anos, a palavra ‘holocausto’ foi usada para denotar grandes massacres.”

Holocausto

Nasci judeu. Todo domingo eu ia até os templos, sendo apresentado às práticas judaicas americanas, como a língua hebraica, a adoção de árvores, a celebração da libertação do povo persa (Dia do Purim), jogar o vestido para cima no Dia das Bruxas (minha prática favorita), brincando com outras crianças malcriadas e mimadas, assistindo vídeos em preto e branco do Holocausto, e, principalmente, perpetuar a mentalidade de vítima.

Holocausto

Lembro-me de ouvir as atrocidades que aconteceram ao povo judeu em toda a Europa, no início do século XX. Eu estava abalado pela forma que as pessoas faziam abajures e bolsas na época, além de serem forçadas a trabalhar contra a própria vontade, ou morrendo de fome e em câmaras de gás. O fato de que muitos judeus haviam sido explorados e torturados, me magoou profundamente por dentro, e me traumatizou quando eu era criança, logo, bastante impressionável. Eu tinha apenas 9 anos de idade, quando fiquei sabendo das atrocidades que contarei nas próximas linhas.

Investigadores haviam encontrado evidências de que a gordura dos cadáveres de judeus mortos era, de fato, usada para fazer sabão em Stutthof, um campo de concentração*. Os experimentos para converter gordura humana em sabão foram conduzidos por um oficial nazista chamado Dr. Rudolf Spanner. O sabão era usado, muitos vezes, para limpar salas de autópsias dos judeus mortos:

“Os nazistas fizeram botões, tigelas, taças, e assim por diante, com ossos humanos. Eles também usavam a pele humana para criação de luminárias, bolsas e couro para revestimento de cadeira e capas de livros.

“Ilse Koch, a esposa de Karl-Otto Koch (comandante do campo de Auschwitz), coletava pele de judeus mortos. Ela vivia perto de Auschitwz e inspecionava os prisioneiros e os matava, cortando a tatuagem de seus corpos, colecionando-as.

“Himmler alegou ter mantido móveis em seu castelo feito de ossos de judeus.

“A receita de sabão dada por Mazur Ler, era 5 quilos de gordura humana, misturados com 10 litros de água e 500 ou 1.000 gramas de soda cáustica. Tudo isso era fervido por três horas e depois resfriados. O sabão flutua até a superfície, enquanto a água e outros sedimentos permanecem no fundo. Um pouco de sal e sódio é adicionado a esta mistura. Em seguida, água doce é adicionada e a mistura é cozinhada por duas ou três horas. Depois do esfriamento, o sabão é moldado.

“Em Dachau e Mauthausen, a pele humana de prisioneiros mortos foi usada para fazer abajures, calças, luvas, chinelos e bolsas de mão. As peles tatuadas foram particularmente valorizadas pelo grupo Schutzstaffel.”

Holocausto

Para mim, nada mudou desde aquela época. Como adulto, ainda estou em estado de choque pela história terrível que continua acontecendo. Me tornei vegetariano porque estava enojado com a ideia de comer animais por volta dos 13 anos, depois de ver alguns vídeos de animais sendo torturados e mortos em abatedouros, mas naquela época não tinha noção de como os outros seres percebem o mundo. Foi apenas uma escolha pessoal. Claro, com o tempo, finalmente desisti de comer, vestir e usar animais. Eu simplesmente não podia suportar os horrores diante dos meus olhos. Como alguém que vem de um grupo que foi oprimido, eu não podia ficar para trás e ver os animais da mesma forma como os judeus foram vistos.

Agora, felizmente, existem leis que impedem o massacre e a escravidão de humanos. Porém, enquanto um animal humano pode tentar escapar da morte, os animais não-humanos sequer possuem uma lei que os protejam, pois eles são vistos como de nossa propriedade. Ninguém pode proteger os animais de um ser humano especista, mestre em criar hierarquias. E muitos usam a religião com desculpa para o holocausto, dizendo que Deus lhes dá esta permissão.

Todos os animais não-humanos que você vê nas fazendas industriais são tatuados com um número, assim como na foto acima. A estrela de cor de ouro possui o mesmo objetivo que as marcações com ferro quente. Os números possuem o mesmo significado – os animais recebem tais números porque eles não têm identidade, importância e não possuem direito à vida. Eles são vistos como produtos, nada mais do que isso.

Holocausto Animal

Holocausto Animal

Você não tem esse direito – e eu repito, você não tem o direito de fazer isso com eles; você não é melhor do que eles. Os animais pertencem a si mesmos. Eles não estão aqui para serem usados.

Todo dia é dia do Memorial do Holocausto.

O que é bom o suficiente para o seu estômago e vaidade, é bom o suficiente para os seus olhos…

Holocausto Animal

Holocausto Animal

Holocausto Animal

O que este artigo teria a ver com você? Tudo. Comer e utilizar animais para fins humanos é antiético. Se você faz isso, está apoiando o holocausto. Você não é melhor do que alguém que escravizou humanos no passado. E, apesar de ser legal, é errado, e todos os envolvidos nesta indústria devem ser condenados à prisão perpétua.

Comece a ter uma postura ética. É o mínimo que você pode fazer. Você não precisa comer, vestir ou usar animais para viver bem. Tal ideia é uma fraude. E matar sem razão é assassinato.

Fonte: vegangster

*Nota do tradutor: apesar das controvérsias, a ideia de que os nazistas produziam sabões de corpos humanos foi confirmada em 2006, por um estudo feito pelo Instituto Nacional da Memória da Polônia, que concluiu: “Nós determinamos que, sem sombra de dúvida, sabões foram produzidos usando substâncias obtidas de corpos humanos”. (Fontes: Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau / Ynetnews).

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8 ideias sobre “O Judeu que se recusou a fazer parte do Holocausto Animal

  1. Octavio Milliet

    Muito sensacionalista, do começo ao fim, aliás um dos textos mais sensacionalistas que eu já li na vida. Admiro a intenção do autor, só não acho que é assim que se faz.

    Para citar um filósofo judeu Baruch Spinoza, naturalmente temos tanto direito aos animais quanto eles tem ao ser humano, a diferença é a potência natural humana (dádiva da evolução, e não de Jeová, ao menos refletindo no pensamento do filósofo), a racionalidade, que é a habilidade de botar nossos direitos em prática, enquanto eles não conseguem isso, principalmente os herbívoros. Os carnívoros predadores puderam exercer o direito natural sobre os seres humanos por centenas de milhares de anos.

    Acho digníssima a causa de deixar de comer carne, eu inclusive estou me esforçando nesse sentido. Ao mesmo tempo, embora o ponto de vista seja válido, o argumento é puramente emocional, e a palavra “ética” foi equivocadamente utilizada, pois a palavra correta é moral, que é sua e pessoal. A ética é o ethos do homem, o modo de ser, e está para nós da mesma forma que nossas potências naturais, dentre elas, a de utilizar os animais, assim como o ethos dos animais é o de utilizar uns aos outros da forma que lhes for útil. O que nos difere é a racionalidade. O homem descobre na Razão, se viver por ela enquanto virtude, que é de grande utilidade individual e coletiva que todos se convençam de um mesmo ponto de vista, os animais não são capazes de serem convencidos, ainda que possam ser treinados, sim, existem diferenças entre homens e animais.

    Não faço nenhum julgamento de valor sobre a moral que você segue, inclusive concordo um bocado com ela, porém não arriscaria chamá-la de convincente. A parte acerca dos problemas que deixar de comer carne resolveria, no âmbito ambiental, e algumas questões sociais, concordo estruturalmente. O problema está em convencer o indivíduo de que isso não apenas é correto, mas também útil.

    Em uma sociedade individualista como a nossa é preciso não apenas convencer a todos de que é correto por um ou outro ponto de vista moral deixar de comer carne, mas também que é muito útil. O homem não sabe a utilidade das florestas até que seja tarde demais, dos rios, do ar puro, não sabe a utilidade dos animais, das abelhas por exemplo, até que estejam extintas.

    Ao meu ver futurista, existe um grande valor a ser alcançado em conviver pacificamente com os animais, pelo menos os que são pacíficos. Os que não são precisam ter um espaço restrito, reservas ecológicas. Mas se os homens por si mesmos, entre si mesmos, não conseguem alcançar um consenso sobre suas próprias ações políticas para com os outros homens, dificilmente a moralidade irá fazê-los alcançar para com os animais.

    “Você não tem esse direito – e eu repito, você não tem o direito de fazer isso com eles; você não é melhor do que eles. Os animais pertencem a si mesmos. Eles não estão aqui para serem usados.”

    Na verdade temos esse direito, tanto natural quanto pelo consenso de leis da nossa sociedade. Cabe a cada um aprender a não usufruir desse direito. E os animais não estão aqui para serem, ou para não serem usados: Eles estão aqui. Ninguém definiu um papel para os animais, a menos que exista de fato um Deus que tenha criado um mandamento escondido sobre isso, do contrário, os animais são criaturas naturais, com tanto direito e pertencimento quanto nós humanos, mas menos capacidade de impor direitos sobre nós do que nós temos de impor sobre eles. Acho que isso eu já deixei claro.

    Moralmente, no meu ponto de vista, para não ficar apenas na reflexão natural das coisas concretas, eu diria algo que li faz muito tempo: É discutível se o homem sempre tem culpa pelo fim de espécies animais, o homem não é o único animal capaz de acabar com outras espécies; mas é o único, neste planeta, capaz de salvá-las. Quando a humanidade perceber isso, provavelmente perceberá a mesma coisa sobre si mesma, e quem sabe então estará salva de grande parte de seus defeitos atuais.

  2. Marcos Autor do post

    Sensacionalista? É um relato de um judeu. Não há sensacionalismo algum. Estamos presenciando um verdadeiro holocausto. 65 bilhões de animais mortos por ano apenas para alimentação.

    “Na verdade temos esse direito, tanto natural quanto pelo consenso de leis da nossa sociedade.”

    – Ah sim… Assim como temos o direito de estuprar crianças, abusar de idosos e escravizar negros. Claro. É esse o tipo de pensamento que comandou os massacres que presenciamos na humanidade.

    O que nos difere não é a racionalidade. Está claro que a irracionalidade mais marcante na espécie humana, pois sabemos dos danos que causamos ao meio-ambiente e mesmo assim continuamos a fazê-lo, pois nos julgamos como separados da natureza. O que não passa de outra ilusão.

    “É discutível se o homem sempre tem culpa pelo fim de espécies animais, o homem não é o único animal capaz de acabar com outras espécies; mas é o único, neste planeta, capaz de salvá-las. ”

    – Nunca imaginei que fosse ler tamanha besteira. Aceleramos o ritmo de extinção em mil vezes, de modo que se a espécie humana fosse extinta hoje, isso beneficiaria todas as outras espécies. Leia:

    https://oholocaustoanimal.wordpress.com/2014/07/14/desmontando-o-mito-o-ser-humano-esta-no-topo-da-cadeia-alimentar/

    “Somos o único capaz de salvá-las” – Diz isso como se os animais dependessem da gente. Equívoco.

    “Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?”
    -Christian Hebbel

  3. Pedro Abreu

    Depois de ouvir pela trilionésima vez essa falácia de que defensores de animais são “emotivos”, “emocionais”, confesso que está começando a me dar nos nervos.

    Alguns FATOS pra você, Octavio Milliet, que não têm nada a ver com a emoção ou subjetividade de seu ninguém:
    1. Animais são conscientes, sencientes e empáticos.
    2. A exploração que fazemos deles, além de ser cruel e completamente desnecessária, está envenenando e destruindo o nosso planeta a ponto de gerar extinções em massa.
    (Já postei um bilhão de fontes desses fatos nesse mesmo blog, mas se fizer questão, posto de novo.)

    Então, não é quem promove o fim dessa barbárie estúpida, que está ocorrendo em detrimento da nossa própria espécie e do planeta, que é emotivo, mas sim quem apóia isso é que é um ignorante irracional, fato que fica latente nessa sua ilusão ridícula:

    “Somos os únicos capazes de salvá-los”.

    O famoso virologista Jonas Salk, deixou um recadinho pra você:

    “Se todos os insetos viessem a desaparecer da Terra, em 50 anos toda a vida no planeta DESAPARECERIA. Se todos os seres humanos desaparecessem da Terra, em 50 anos todas as formas de vida FLORESCERIAM”.

  4. Octavio Milliet

    Vou fingir que você não tentou me insultar com essa coisa de que meu ponto de vista é o mesmo que gerou os grandes massacres e estupros de crianças. Não é fácil voltar a ficar calmo depois de ler isso, muito obrigado por fazer meu dia mais feliz, vegano.

    Acho que você não entendeu minha crítica ao sensacionalismo. Isso não é apenas o relato de um judeu, nem apenas sobre o holocausto, é um apelo, e digo isso num bom sentido, para que as pessoas deixem de comer carne. O holocausto nazista é uma coisa, a exploração sobre os outros animais, outra, são diferentes motivos que levam a cada caso, diferentes motivos econômicos, ideológicos, políticos, e diferentes ligações de causa e efeito histórico.

    Claro que podemos, e isso é inegável, relacionar a violência dos dois holocaustos um com o outro. E justamente a isso se dá o nome de sensacionalismo: Apelar às sensações, e nesse caso, usar a sensação atrelada ao holocausto para provocar a mesma sensação atrelada à matança de animais, pois tem quem sinta pelo holocausto mas não sinta pelos animais, isso é óbvio, eu sei.

    O sensacionalismo é uma ferramenta, mas ao mesmo tempo, sozinho, ele é incompleto.

    “– Ah sim… Assim como temos o direito de estuprar crianças, abusar de idosos e escravizar negros. Claro. É esse o tipo de pensamento que comandou os massacres que presenciamos na humanidade.”

    Vai me insultar? Você é assim comigo sendo que estou no mesmo lado que você, apenas faço uma crítica ao texto. Parece até que comeu carne vermelha ultimamente, pra ficar tão estressado. Afinal, você que fez um convite para comentários no seu blog. Devia ter um pouco mais de cordialidade. Mas foda-se a sua cordialidade, não vou esperar respeito de alguém que não conheço, vou apenas tentar respeitá-lo, apesar de ter dito que o meu pensamento é “o tipo de pensamento que comandou os massacres que presenciamos na humanidade”, ao que importa:

    Temos as capacidades naturais de fazer uso daquilo que tivermos ao nosso dispor, tanto enquanto indivíduos (o homem vai caçar ou criar na floresta) quanto enquanto espécie (o homem organiza uma sociedade com caça e criadouros institucionalizados). O humano tem capacidade natural de abusar de idosos, povos primitivos abandonaram idosos por conta de sobrevivência social, nós temos a capacidade de escravizar outros povos, não é como se a escravidão nunca tenha existido, e ainda exista hoje em dia, por mais escroto que isso seja.

    O que não temos é o direito instituído socialmente, ou seja, leis, judicial, de abusar de idosos. E por que? Por que temos um lado irracional que precisa ser controlado, pois as paixões humanas em sociedade não raramente entram em conflito. Mas não há lei, pelo menos ainda, que proíba ninguém de comer carne. E a lei anti-escravidão é bem recente, e a escravidão, infelizmente, ainda é atual, ainda que um tanto diferente de uns séculos atrás.

    Não me leve a mal, nem de longe estou dizendo que é a lei que define a moral, muito menos que ela defina a ética, estou falando apenas da sociedade concreta: Maltratar idosos, ou outro ser humano, escravizar, matar, é tudo proibido por lei, pelo direito na sociedade. Mas nada disso é proibido na natureza, são as paixões e afetos do animal na natureza que decidem se ele vai ou não cometer o que, em sociedade, consideramos como atos criminosos.

    Então não seja falacioso, sr., quando eu disse que temos o direito de comer carne, e você vem me responder todo esnobe que “assim como temos o direito de estuprar crianças”, não, infelizmente pro seu argumento ilógico, não temos o direito de estuprar crianças, está na lei. Mas comer carne não está.

    “O que nos difere não é a racionalidade. Está claro que a irracionalidade mais marcante na espécie humana, pois sabemos dos danos que causamos ao meio-ambiente e mesmo assim continuamos a fazê-lo, pois nos julgamos como separados da natureza. O que não passa de outra ilusão.”

    Isso não é mero fruto da irracionalidade, é fruto de algo que a racionalidade (enquanto lógica voltada aos ganhos emocionais humanos) ajudou, infelizmente, a criar: O individualismo, os ideais de lucro a todo custo. E a irracionalidade não é mais nem menos marcante na nossa espécie do que nas outras, ela é diferente: Uma vez que a Razão de que estamos falando é humana, embora haja certos níveis de razão (até interessantemente altos) em outras espécies, a irracionalidade que você diz é igualmente dependente da Razão humana, perdoe o leve sofismo, mas o que você quer dizer é exatamente o que eu disse: O que nos difere é a Razão, e logo, nossa estranha capacidade de agirmos opostamente a ela.

    De fato, nos julgamos como separados da natureza (enfim em algo concordamos), em muitos pontos a cultura é a própria e infrutífera tentativa de negar a natureza, a realidade humana, porém, é lotada de ilusões, se não composta quase que completamente por elas. E na ausência de uma figura moralizadora maior (os deuses das religiões), a nossa relação com os animais é outra ilusão do sentido, nossa perversão é também uma ilusão, nossos ideais de paz e guerra são ilusões, e não é perante a realidade concreta que devemos decidir se continuamos ou não a matar animais, pois ela não é uma lei, é apenas um campo que pode ser de paz ou de guerra. Devemos aprender a preservar as outras espécies como ideal (uma ilusão) em oposição ao gosto por carne (uma ilusão forte, com mais sentidos), o que é muito difícil. Você já é vegano faz tempo, eu acabei de virar vegetariano e sinto na minha própria carne o que é isso.

    Ainda não sei se me sentirei mais saudável sendo vegetariano do que sempre fui como carnívoro, como comecei faz pouco tempo, com o tempo verei. Mas se for o caso, eu teria ainda mais recursos racionais para fundamentar esse vegetarianismo. Espero então que sim, e mesmo que não, não pretendo voltar atrás.

    ““É discutível se o homem sempre tem culpa pelo fim de espécies animais, o homem não é o único animal capaz de acabar com outras espécies; mas é o único, neste planeta, capaz de salvá-las. ”
    – Nunca imaginei que fosse ler tamanha besteira. Aceleramos o ritmo de extinção em mil vezes, de modo que se a espécie humana fosse extinta hoje, isso beneficiaria todas as outras espécies. Leia:
    https://oholocaustoanimal.wordpress.com/2014/07/14/desmontando-o-mito-o-ser-humano-esta-no-topo-da-cadeia-alimentar/
    “Somos o único capaz de salvá-las” – Diz isso como se os animais dependessem da gente. Equívoco.”

    Você poderia ter interpretado minha fala da maneira correta, mas como é tremendamente esnobe, decidiu me tratar como um defensor do churrasco. É difícil botar na sua cabeça que o sujeito que te fala é um novo vegetariano, e que agindo dessa tua forma, só vai contra o que você mesmo acredita e busca defender? Você é muito irritado, e isso é irritante.

    Deixa eu ilustrar pra ti: É discutível se o homem SEMPRE, SEEEEMPRE, tem culpa pelo fim de espécies animais. Tempo é algo extremamente relativo, a humanidade dá importância para o tempo, mas a Natureza é completamente indiferente a ele, ele apenas demonstra a trilha da evolução. Então não importa se aceleramos o ritmo, continuamos não sendo a única causa da extinção animal no planeta. Claro que em milênios, com o possível fim da humanidade, a vida se reconstitui de sua própria maneira, ela evolui. Mas nisso, incontáveis espécies animais irão se extinguir por causas naturais, ou seja, não humanas, o homem não é SEMPRE o culpado pelo fim das espécies. Mas para a continuidade de uma espécie em risco de extinção existem duas chances: A ação humana para salvá-la, ou… A sorte.

    Uma espécie como o urso polar não tem muita chance de ser salva pela natureza, ainda mais frente ao aquecimento global. O homem pode tentar reverter.

    Eu nunca disse que estamos no topo da cadeia alimentar, eu disse que somos dotados de intelectualidade superior, ou seja, somos capazes de entender como funciona o clima, somos capazes de piorar mas também somos capazes de melhorar a situação (diminuindo a velocidade do problema, pelo menos). Os animais dependem SIM da gente: Dependem de pessoas que lutam para que o resto da humanidade DEIXE de matá-los.

    Aliás, se é mesmo, se eles não dependem, então desativa seu blog e não escreve mais nada, seja vegano e esqueça dos animais, seja um legítimo individualista. Não faria falta um escritor que chama as pessoas para que comentem aqui, e aí sai insultando elas de abusadores de idosos, estupradores de crianças e causadores dos maiores massacres da história da humanidade. É um comportamento bastante raivoso meu caro lorde do Sith.

    Os animais dependem de nós assim como nós dependemos de nós mesmos, por sermos a civilização (meio incivilizada na barbárie) desse planeta, e se não cuidarmos do planeta, e isso inclui os animais, não estaremos cuidando de nossos dependentes: Nós mesmos.

    Andar rumo ao vegetarianismo não foi algo que eu fiz por nenhum motivo nutricional, ainda que existam bons argumentos nesse ponto. Eu o fiz pois percebi que a matança dos animais diz de fato muito sobre a nossa espécie, e que é preciso que deixemos de praticá-la se queremos ao menos sonhar em transcender nossos maiores defeitos enquanto sociedade, pois enquanto não dermos a mínima importância ao sofrimento de uma parte dos animais, sempre seremos seletivos sobre quem pode e quem não pode sofrer. Acredito que concordamos nisso também.

    Espero que deixe a agressão de lado para responder dessa vez, ou que pelo menos, se não conseguir fazer isso, simplesmente não responda. Gostei de vários textos aqui, concordando com uma boa parte do que eles tem a dizer, mas não sigo um blog apenas pelos textos, não dou ibope para autores mau caráter. Você não parece ser mau caráter, mas agiu de forma escrota.

    Enfim, peço desculpas por qualquer coisa.

  5. Octavio Milliet

    Depois de ouvir pela trilionésima vez essa falácia de que defensores de animais são “emotivos”, “emocionais”, confesso que está começando a me dar nos nervos.

    —-Pouco me importa como NÓS DEFENSORES DOS ANIMAIS SOMOS, participo do Sea Shepherds a mais tempo do que minha alimentação largou a carne. Eu me emocionei profundamente ao ver as matanças no Taiji, eu me engajei, eu inclusive entrei na faculdade de jornalismo justamente para obter as ferramentas para comunicar essas questões.
    Eu não afirmei que os defensores de animais são emotivos, eu não fiz uma crítica pessoal ao autor, eu fiz uma porra de uma crítica ao texto, o texto só apela à emoção, e toca muito de leve na parte racional.

    Alguns FATOS pra você, Octavio Milliet, que não têm nada a ver com a emoção ou subjetividade de seu ninguém:
    1. Animais são conscientes, sencientes e empáticos.
    2. A exploração que fazemos deles, além de ser cruel e completamente desnecessária, está envenenando e destruindo o nosso planeta a ponto de gerar extinções em massa.
    (Já postei um bilhão de fontes desses fatos nesse mesmo blog, mas se fizer questão, posto de novo.)

    ——- Alguns fatos que eu já sabia, tendo estudado um bocado a inteligência dos animais, particularmente os golfinhos. Tenha empatia pelo fato de que você não é o único no mundo que tem conhecimento sobre o tema.

    “Então, não é quem promove o fim dessa barbárie estúpida, que está ocorrendo em detrimento da nossa própria espécie e do planeta, que é emotivo, mas sim quem apóia isso é que é um ignorante irracional, fato que fica latente nessa sua ilusão ridícula:”

    Concordo plenamente, fora a parte de que eu estou numa ilusão ridícula. A ilusão ridícula é toda sua, caralho, que não sabe interpretar o que lê.

    “Somos os únicos capazes de salvá-los”.

    O famoso virologista Jonas Salk, deixou um recadinho pra você:

    “Se todos os insetos viessem a desaparecer da Terra, em 50 anos toda a vida no planeta DESAPARECERIA. Se todos os seres humanos desaparecessem da Terra, em 50 anos todas as formas de vida FLORESCERIAM”.

    E depois são os meus ideais que promoveram massacres. Cara, eu digo que somos os únicos capazes de salvá-los, pois estamos aqui com eles, e não me parece que vamos a lugar nenhum, a humanidade não vai se auto-destruir, se é essa a sua utopia, not going to happen. Eu prefiro ver que temos a responsabilidade de preservar o planeta em que vivemos, uma vez que somos a única espécie que de fato polui esse planeta, do que pensar que sem nós o mundo floresceria, e então promover um suicídio em massa.

  6. Marcos Autor do post

    Quantas distorções, malabarismos, projeções e ataques desnecessários. Não perderei meu tempo respondendo suas falácias, Octavio. Você é do tipo daqueles que acham que escrever um comentário gigantesco significará alguma capacidade argumentativa ou aspecto relevante… Ledo engano.

  7. Octavio Milliet

    Não gosta de ler né? Blz. Fala que eu faço malabarismos só porque não entende o que eu estou criticando.
    Faz assim: Esse texto é perfeito, todos os textos do seu blog são perfeitos, dispensam críticas, parabéns.

    Boa noite.

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