Laika: a primeira vítima da corrida espacial

Após o êxito do Sputnik 1, lançado em 4 de outubro de 1957, o líder soviético Nikita Khrushchev solicitou o lançamento de um segundo satélite artificial ao espaço, para a comemoração do quadragésimo aniversário da revolução russa, em 7 de novembro daquele ano.

Laika

Apesar de estarem construindo um satélite mais sofisticado do que o anterior, não cumpria a principal exigência do Partido Comunista: levar um ser vivo ao espaço, além de só ficar pronto um mês após a data requerida. Descartado para a missão, os cientistas russos tinham apenas quatro semanas para a construção de outro.

Quanto ao animal, foi escolhida uma pequena cadela capturada nas ruas de Moscou. Batizada de Laika, ela se adaptou melhor as exigências entre os três animais treinados para a missão. No dia 31 de outubro de 1957, Laika foi confinada dentro do pequeno espaço interno da nave, o Sputinik 2. Acorrentada para limitar os seus movimentos, só lhe era permitido sentar, encostar ou pôr-se de pé. Sua alimentação consistia em alimentos gelatinosos. Tais sofrimentos ela já havia enfrentado durante o seu treinamento, onde tinha sido mantida nessas condições por até 20 dias. Sensores monitoravam seus sinais, enviando-os ao centro de controle.

No dia 3 de novembro, aconteceu o lançamento. Mas as coisas não ocorreram tão bem quanto o que os russos afirmaram por quarenta anos, onde diziam que Laika morreu sem sofrer nenhum trauma, cerca de uma semana após o lançamento do foguete. Primeiramente, diferente do que o informado, não havia como trazê-la de volta à Terra. Assim que entrou em órbita, a segunda seção do foguete não se desprendeu, afetando o seu isolamento térmico, elevando a temperatura no interior do Sputinik 2 a 40°C.

Após três horas de micro gravidade, o coração de Laika disparou, batendo três vezes mais rápido do que o normal. Sob um intenso calor, muita umidade e grande estresse, seus sinais vitais pararam entre cinco e sete horas depois da decolagem. O Sputnik 2 desintegrou-se ao adentrar na nossa atmosfera, em 4 de abril de 1958.

No final, ficaram dois contrapontos: mesmo tendo sobrevivido por poucas horas, Laika provou que um ser vivo poderia sobreviver à gravidade zero, permitindo seres humanos irem ao espaço. Já nas palavras de Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, 30 anos depois do lançamento:

“Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso… nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal.”

Texto escrito por Marcelo Vinícius.

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30 ideias sobre “Laika: a primeira vítima da corrida espacial

  1. facto

    E vamos aprofundar o complexo raciocínio o presente site, incluído o artigo:

    Se considerarmos o progresso humano como um sistema mortífero aos animais e , por isso, deve ser censurável, convido a todos ” não especistas” a praticar suicídio coletivo, pois todo e qualquer ato humano inexoravelmente implica, dentro de tal lógica, a utilização, “opressão” e violência a todos os animais e à natureza, independentemente do ” modo de produção” vigente na história.

  2. Danilo Oliveira

    Sim Facto. O sofrimento só existe porque a vida existe… vamos todos consumir cianureto ou realizar um “harakiri” que seja, e assim, garantir que jamais haverá sofrimento na terra novamente com interferências humanas. Quem é o primeiro?

  3. Fizófolo de Apucarana

    Bem, primeiramente, devo me apresentar como o autor do texto acima. Segundo, o escrevi para a minha página no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Fizolofias-E-Estorietas-De-Um-Fiz%C3%B3folo/1400275443559027?ref=hl) onde o faço apenas por prazer e hobby e, confesso que, se soubesse que o mesmo viria a ter tal nobre destino, teria caprichado mais. Desde já, agradeço a oportunidade e apreço do amigo Marcos. Terceiro, somente para continuar os devidos esclarecimentos, especialmente para o comentarista “Facto” (nome latim, hein, seu danadão?) nunca me preocupo em citar fontes, já que não tento convencer ninguém, muito menos me sinto culpado pela falta de cultura e conhecimento alheio, o que você demonstrou em grande escala. Parabéns. Questiona o artigo e as suas fontes (Wikipédia?!!) mas não citou nenhum argumento para desmerecê-lo, somente esse “comentariozinho” que, além de uma estreiteza berrante de visão e compreensão, denota uma filosofia de estagnação nas nossas novas, exigentes e necessárias correlações e convívio com o meio? Bem, para seu consolo, digo que você não é o único que pensa assim, infelizmente… No mais, não quero polemizar. Novamente, obrigado e abraços.

  4. Marcos Autor do post

    “O sofrimento só existe porque a vida existe” – O sujeito quer usar essa assertiva como argumento para qualquer tipo de crueldade, violência e tortura. Está provado que você, Danilo, não possui ética alguma.

    No mais Fizófolo, nem se preocupe, a ignorância do “facto” é bastante presente neste blog. Os comentários dele se resumem a ataques inúteis. Se prepare para ter uma resposta de violência gratuita. Não espere menos do que isso.

    De qualquer modo, agradeço profundamente sua participação neste blog. Abraços

  5. Marcos Autor do post

    Oleg Gazenko lamentou a morte da cadela em uma conferência em Moscow, 1998:

    “The more time passes, the more I’m sorry about it. We shouldn’t have done it… We did not learn enough from this mission to justify the death of the dog.” – Oleg Gazenko, one of the lead scientists of the Soviet animals-in-space program (speaking at a Moscow news conference in 1998)

    Fonte:
    http://www.universetoday.com/44428/laika-dog/

  6. Danilo Oliveira

    Como demonstrei outrora Marcos, além de sua própria confirmação, a ética não é absoluta. Nesse sentido, há situações em que ela nada pode fazer, além de ser incoerente exigir que o fizesse, visto que ela nada mais seria do que ações que buscam um equilíbrio de convivência mútuo. Quanto a seu péssimo costume de fazer achaques infantilizados para expressar discordância, não há qualquer ilogicidade em perceber o óbvio de que o sofrimento existe porque a vida existe. Enquanto houver vida, haverá sofrimento. de qualquer espécie (tipos de sofrimento hein? Não me referi com exclusividade a animais rs) que seja.

  7. Fizófolo de Apucarana

    Em partes, concordo com o Danilo. Mas penso que essa fatalidade da existência, não serve de desculpa para nós, humanos, racionais, o “topo da cadeia alimentar” e conquistadores do mundo, não fazermos nada para, mesmo que não acabando, diminuí-la, apenas nos conformando e se sujeitando. E convenhamos, como somos sempre nós que afligimos as demais espécies do planeta, nos é muito cômodo tal filosofia.

  8. Marcos Autor do post

    Danilo, alguém por acaso, em algum momento, afirmou que o sofrimento não existe? É relutante e deprimente ter que reiterar a mesma coisa dezenas e dezenas de vezes.

    O que está em discussão é o sofrimento que a espécie humana produz e cria para os animais. Não tem nada a ver com a inerência do sofrer existencial.

    Fizófolo, você compreende isso, mas veja só um trecho comentado pelo Danilo, neste blog:

    “O mundo não precisa ser salvo de nada, pois não corre perigo de nada… Efetivamente, tanto faz se está ou não havendo aquecimento global, se espécies são extintas, se catástrofes ocorrem.”

    Para alguém que assumiu uma posição tão estúpida como esta, do tipo “tanto faz”, já dá pra entender a linha infantil que ele segue, e ainda acha que está “argumentando”.

  9. facto

    Leitor e leitora,

    Ao meu ver, ficou bastante claro no discurso acima do “Fizófolo de Apucarana” que ele não sabe como escrever um artigo ou qualquer outro texto.

    Quando alguém pretende publicar um texto tem que necessariamente supor que o leitor não saiba do que está falando.Por isso, deve o autor ser o mais detalhista possível em explicar o caso e indicar a fonte de onde extraiu as informações coletadas.Isso é o básico de qualquer trabalho acadêmico ou jornalístico.Mas isso não se aprende na escola e, provavelmente, o “Fizófolo de Apucarana ” não aprendeu, visto que cometeu um dos erro mais básicos que existe: copiar citação e dados sem fonte.

    Pior erro do que copiar e colar artigos da Wikipédia é, sem dúvida alguma, transcrever citações e dados sem indicar fonte .

    E a parte mais ridícula e patética disso é o coleguinha dele Marcos saber qual foi a fonte das informações contidas no presente artigo, sendo que o próprio autor do texto não a revelou.E a fonte indicada por ele não tem nem metade das informações expostas no texto, o que reforça a minha tese de que o marcos, a fim de salvar a pele do amiguinho, procurou um artigo na internete que não fosse a Wikipedia e o colocou agora.

  10. facto

    E, quanto ao mérito do blog em si, vamos simplesmente aplica-los de maneira coerente com o raciocínio vegan “nao especista” e defensor dos animais e do meio ambiente.

    Qual é o núcleo de tal ideologia? o Direito inerente de todos os animais à vida.É com base em tal premissa que todo o resto do edifício moral e “lógico” da falsa consciência vegana é construído e justificaria a alimentação e a luta pelo fim do sofrimento animal, em qualquer sua forma de realização (seja na pesquisa científica ou na exploração dos recursos naturais e etc).

    Então, se partirmos disso, chegaremos as seguintes conclusões:

    Não seria possível qualquer forma de sociedade humana existir ou continuar existindo.Tudo implica a morte e destruição da natureza e dos animais. A cada ponte e rua construidas, animas são afetados.Logicamente, não seria possível nem a internete e a existência de veículos automotores.A sociedade capitalista seria, então, um “terror” do sofrimento animal, uma nova “Sodoma e Gomorra”.

    Contudo, o veganismo só existe e se sustenta nessa forma de sociedade fortemente industrializada e mecanizada, onde o consumidor final não tem a mínima ideia de como funciona o processo de produção dos bens e serviços e , por isso, acaba criando, por um lado, a ilusão de que tal processo de produção seja algo desconexo e desimportante a sua vida .Por outro lado, como a produção de alimentos aparece ser algo externo a sua vontade, cria-se a condição material de tal sujeito criar laços sentimentais com aquilo que seria o seu alimento, ou seja, cria-se uma nova forma de “fetichismo da mercadoria”, que eu chamo agora de “fetichismo vegano” com relação aos animais, ao atribuir-lhes características e desejos humanos.

    O veganismo, que se auto intitula “não especista”, trata-se daquela consciência falsificada que acredita ser independente de qualquer outra forma de produção material da sociedade capitalista,mas é ela própria filha de tal sociedade e, com o desaparecimento desta,ela também irá desaparecer.

  11. Fizófolo de Apucarana

    Meu amigo Facto, quando o Marcos me alertou para a sua capacidade de ser patético, nunca pensei que chegasse a tanto. Como disse (e pelo jeito não leu, ou entendeu, o que é mais provável) escrevo por hobby, não para fins acadêmicos ou jornalísticos. Somente para minha página, e o meu texto só veio parar aqui, por interesse do gerenciador do blog; o que agradeço. Quanto ao Marcos conhecer a(s) fonte(s), sua anta, é devido uma coisa chamada pesquisa, que hoje, em tempos de internet, seria o básico de se fazer antes de bancar o crítico babaca. Pesquise e desminta ou desmantele o texto, por gentileza. Como só o vi citar a Wikipédia, pressupõe-se a fonte da sua pseudo cultura.

  12. Pedro Abreu

    …além de uma estreiteza berrante de visão e compreensão, denota uma filosofia de estagnação nas nossas novas, exigentes e necessárias correlações e convívio com o meio

    Quiséramos nós que fosse apenas isso, Fizófolo. A tenacidade doentia com que esse facto e esse Danilo espreitam o blog em busca de qualquer coisa que possa lhes servir de motivo de ataque rude, ignorante e pessoal, bem como a maneira com a qual eles demonstram total imunidade a qualquer tipo de argumento racional, denota doença mental. Psicopatia pelo menos, senão, algo mais.

    Conforme venho dizendo pro Marcos nos bastidores, além desses dementes não estarem interessados em qualquer tipo de fato, evidência, ou argumento lógico e racional, cada vez que os respondemos, perdemos precioso tempo, e lhes damos atenção que não merecem. Portanto, se me permite uma sugestão, apenas ignore-os, deixe que fiquem conversando um com o outro. Até os leitores do Blog já sabem com quem estão lidando. O facto, por exemplo, já tem várias “fãs” por aqui, tendo sido chamado – com toda justiça – de “psicopata”, “imaturo”, “insuportável” e “palhaço”.

    No mais, na posição de colaborador do Blog (creio que o amigo Marcos não se importará que eu utilize este título auto atribuído), manifesto as boas vindas, a você, e aos seus artigos, prezado Fizófolo.

    Att.,

    Pedro Abreu

    P.S. A Wikipédia é uma fonte riquíssima de informação. Ela apenas não pode ser usada como referência em trabalhos acadêmicos, pelo fato das informações lá contidas serem de caráter anônimo. Contudo, isso não impede que tais informações sejam usadas, com o devido critério, para outros fins. Me causa graça, alguém que jamais escreveu um trabalho acadêmico de conclusão de graduação, pós-graduação, mestrado, condenar a Wikipédia sem sequer saber onde, e porque, ela não pode ser usada.

  13. facto

    O troglodita do Pedro Abreu condena ataques pessoais, mas desde o inicio não conhece outro argumento “racional” além do que tais ataques .E causa-me estranheza ele supor a cerca da minha vida acadêmica, pelo simples fato dele se quer me conhecer.

  14. Pedro Abreu

    E causa-me estranheza ele supor a cerca da minha vida acadêmica, pelo simples fato dele se quer me conhecer.

    Você transpira imaturidade e ignorância a cada frase, facto, fato notado até por uma leitora menos assídua do blog (aquela que te chamou de palhaço imaturo). É fácil fácil, deduzir que você não tem formação acadêmica nenhuma.

  15. facto

    Qualquer um que se contraponha a crença vegana e aos artigos expostos no presente site vai ser tachado de “palhaço”, “imaturo”, “ignorante”, “psicótico”, ou seja, de herege. E é em virtude da debilidade mental cronica dos colunistas do presente blog que a maioria dos opositores desistem de construir qualquer tese ou dialogo racional aqui.Eu, propriamente, já percebi que a “racionalidade” e a “lógica” de certo discurso só existem quando se estarem de acordo com a dogmática ou com as verdades vomitada pelos mentores do blog e seus seguidores.

    Então, se estou num circo cheio de palhaços e jumentos,que é o caso do presente blog, não posso falar sobre Direito Ambiental, Economia, História, Sociologia, Ética e etc…visto que não é o local apropriado para ser discutido tais matérias.Logo, a única coisa que resta é fazer piada, que acaba sendo ofuscada pela grande peça cômica que virou o presente blog.

  16. Marcos Autor do post

    Quem tiver o mínimo de interesse em acompanhar os primeiros comentários do “facto”, além da forma respeitosa que, realmente, ele foi recebido, poderá concluir, sem medo algum, que o caráter do sujeito é patológico e imoral. Sem sombra de dúvida, também sei baixar o nível, quando necessário. O Pedro também sabe.

    A imbecilidade começou já no seu primeiro comentário, onde o tal “fatcto” quis bancar o crítico idiota, sem ao mínimo fazer uma pesquisa sobre os estudos publicados no artigo, “Os interesses escusos da pesquisa animal”. Vejamos:

    “Que péssimo artigo.Repleto de inúmeros chavões e de teorias de conspiração que nem uma criança acredita, o artigo em questão quer nos convencer de que existe um complô governamental que tem como principal finalidade saciar o fetiche de sádicos funcionários públicos, que querem, por um lado, esbanjar o dinheiro do contribuinte e, por outro, causar sofrimento a pobres e desprezíveis animais.Não precisa ser muito inteligente para ridicularizar o conteúdo de tal artigo, visto que esse é uma sátira de si mesmo.

    “[…]Seja por mediocridade ou ignorância de seu autor,o presente artigo nada mais é do que uma sátira que aborda teorias malucas de conspiração.E o humor está implícito na tentativa do autor de se referir à realidade.”

    E uma suas próximas afirmações já lhe concede, automaticamente, a mesma mediocridade do seu grande amigo Danilo:

    “[…]Afirmar a superioridade da humanidade não é uma suposição, mas, sim, uma verificação de um fato que é real[…]”

    Einstein estava certo, a imbecilidade humana é infinita.

  17. Danilo Oliveira

    Fizólofo,

    “Mas penso que essa fatalidade da existência, não serve de desculpa para nós, humanos, racionais, o “topo da cadeia alimentar” e conquistadores do mundo, não fazermos nada para, mesmo que não acabando, diminuí-la, apenas nos conformando e se sujeitando.”

    Sim, não serve, e penso que a questão não seja essa. O discurso vegan tenta passar uma visão radical de prioridades a animais e esquecesse totalmente de impasses e impossibilidades que possam acarretar desses. Simplesmente, declaram que a vida animal é importante e ponto final, coisa que é totalmente diferente de amenizar possíveis sofrimentos que possamos causar sem que de fato não seja útil a nós. Perceba que, de qualquer forma, qualquer forma de utilização de animais para quaisquer fins, só não seriam utilizadas quando, por qualquer motivos, teríamos formas de suprir essas necessidades sem eles, pois, em sua ausência, a preferência de sobrevivência é sempre em prol de nossa espécie, e de nossa existência individual em primeira instância. De maneira que, animais, sempre acabam por ficar em segundo plano em tudo por tabela, pois a primazia pela sobrevivência sempre será atribuída por nós mesmos. Tenta-se estabelecer uma ética em cima disso. Ok, sem problemas. Porém, isso, por sí só, fica em uma condição de idealidade. Afinal, como sabemos, seja por motivos mais palpáveis, seja pelo não cumprimento dessa ética, animais acabarão por ficar em seguindo plano. Inevitavelmente. E isso por quê? Simplesmente porque podemos fazer o que fazemos! Não há uma justificativa formalizada, um argumento para isso ser da forma que é. Simplesmente é. Não existe a quem se culpar. Revoltar-se com isso é tão útil quanto revoltar-se com a radiação solar poder causar câncer de pele. Perceba que apontar a natureza, não é justificativa para atrocidades quaisquer, mas tão somente, reconhecer que ela mesma funciona dessa forma. O que pode-se evitar, na medida do possível e, claro, dentro de interesses, eu não vejo qualquer possibilidade racional de objeção, mas tentativas de se querer ajustar isso PRECISAM SER FEITAS DENTRO DO QUE É POSSÍVEL. Seja na esfera técnica, seja na esfera ética, seja na esfera prática. Radicalismo/fundamentalismo/fanatismo não tem função prática alguma.

    Marcos,

    “Danilo, alguém por acaso, em algum momento, afirmou que o sofrimento não existe? É relutante e deprimente ter que reiterar a mesma coisa dezenas e dezenas de vezes.”

    De fato, ninguém disse que sofrimento não existe, muito menos eu, então não faça insinuações de coisas que não aconteceram.

    “O que está em discussão é o sofrimento que a espécie humana produz e cria para os animais. Não tem nada a ver com a inerência do sofrer existencial.”

    Que bom que você sabe do que se trata! Só lamento, novamente, que não conseguiu compreender a ironia do que escrevi…

    ““O mundo não precisa ser salvo de nada, pois não corre perigo de nada… Efetivamente, tanto faz se está ou não havendo aquecimento global, se espécies são extintas, se catástrofes ocorrem.”

    Para alguém que assumiu uma posição tão estúpida como esta, do tipo “tanto faz”, já dá pra entender a linha infantil que ele segue, e ainda acha que está “argumentando”.”

    Realmente, parece que vocês definitivamente não entenderam o que e escrevi e, muito provavelmente, não tem noção do que já ocorreu no planeta e que incontáveis espécies deixaram de existir por puro acaso. Calcula-se, por exemplo que aproximadamente 1% de todas as especies de animais que já existiram no planeta foram extintas em algum período da histórica natural, e o pessoal está preocupado que peidos de vaca interfiram na atmosfera do planeta kkkkkk.

    O que eu escrevi acima, não se refere a postura do homem frente a natureza, e sim, a própria natureza. Não existe “bem” e “mau”, “certo” e “errado” na esfera natural (que foi isso que me referi!). Usar a dor e sofrimento como argumento só diz respeito dentro da ótica da própria vida (no caso, nós em especial). A NATUREZA, ESTÁ POUCO SE LIXANDO PARA ISSO. É INDIFERENTE A TODA E QUALQUER ADVERSIDADE QUE POSSA VIR A NOS ATORMENTAR. É nesse sentido que o que escrevi acima deve ser interpretado. Como implicação, não existe isso de querer se “importar” com “equilibrio ecológico”, ou aquecimento global (não que eu o negue, mas o que ocorre com o planeta, é IRRELEVANTE A ELE MESMO). Quando dizemos “salvar o planeta” evidentemente, como inclusive, pelo que me lembre, você também havia percebido, estamos dizendo “vamos salvar a nós mesmos”, pois, o planeta não precisa ser salvo de nada, ao contrário de quem o habita. A existência ou não de vida, é irrelevante. A existência de um planeta na zona habitável, é irrelevante. Em suma, qualquer discurso em cima disso, evidentemente, só terá sentido e fundamento pois “pessoas estão interessadas nisso e naquilo”. Seja em tom de politicagem apocalíptica, seja para situações em que, de fato, deveria existir atenção e suas implicações a nossa existência.

  18. Danilo Oliveira

    Correção: ” Calcula-se, por exemplo que aproximadamente 1%de todas as especies de animais que já existiram no planeta foram extintas em algum período da histórica natural… ”

    1%, são as que estão vivas.

  19. Fizófolo de Apucarana

    “Então, se estou num circo cheio de palhaços e jumentos,que é o caso do presente blog… (Sic)” kkkkkkkk, Facto, se está, o está por livre e espontânea vontade; é só sair, simples. Não entro em sites e blogs com uma posição ou filosofia diferente das minhas. Esses ataques gratuitos, além de imaturidade, demonstram apenas que você tem coisas a resolver consigo próprio, não com os outros. Não entendi a sua “birrinha” com o meu texto. Trata-se apenas de uma pequena crônica, BASEADA EM FATOS; não tem nenhum apelo ideológico. Veja que no final, ele encerra com dois contrapontos. Ou duvida que os russos mandaram um cachorro para o espaço em 57? Que ele, na verdade uma cadela, chamava-se Laika e sobreviveu poucos horas? Se duvida disto, pesquise e desminta tudo; é seu direito. Agora essa animosidade gratuita, desculpe a sinceridade, é coisa de babaca que se sente seguro atrás de um computador. Se ponha no seu lugar e adote uma posição mais conveniente, velho.

  20. Pedro Abreu

    Há tempos que cobrei do coitado do Marcos, e prometi a mim mesmo que não ia ler (nem responder) mais nada desses dois psicopatas, mas isso tem que ficar registrado: Olha o que esse demente é capaz de escrever, em UM ÚNICO POST:

    animais acabarão por ficar em seguindo plano. Inevitavelmente. E isso por quê? Simplesmente porque podemos fazer o que fazemos!

    Não, não podemos, a economia baseada em exploração animal é insustentável, e qualquer idiota minimamente informado sabe disso.
    Fontes:
    http://www.anda.jor.br/05/06/2010/onu-recomenda-dieta-vegana-para-combater-mudanca-climatica
    https://oholocaustoanimal.wordpress.com/2014/03/25/bill-gates-o-futuro-da-carne-e-o-veganismo/

    apontar a natureza, não é justificativa para atrocidades quaisquer, mas tão somente, reconhecer que ela mesma funciona dessa forma.

    E por que está apontando a natureza? Quando foi que falamos pra mudar alguma coisa na natureza, debilóide??? O que uma fazenda industrial ou um laboratório biomédico tem a ver com natureza??????

    e o pessoal está preocupado que peidos de vaca interfiram na atmosfera do planeta kkkkkk.

    Só alguém muito, muito burro e desinformado pra rir do efeito nocivo, em escala global, da pecuária no meio ambiente. Só os “peidos de vaca” (pecuária bovina) geram, em valores conservadores, pelo menos 50% dos gases de efeito estufa no Brasil, superando toda a indústria e o transporte somados.
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml

    Não existe “bem” e “mau”, “certo” e “errado” na esfera natural

    Mais uma vez, em nenhum momento desse blog foi dito sequer uma frase sugerindo que se mudasse alguma coisa na natureza. Mas o demente me obriga a acrescentar, em contraponto à sua infinita estupidez, uma palestra proferida no caríssimo e prestigiado TED – Ideas Worth Spreading, sobre comportamento moral dos animais:

    não existe isso de querer se “importar” com “equilibrio ecológico”, ou aquecimento global.

    A existência ou não de vida, é irrelevante. A existência de um planeta na zona habitável, é irrelevante.

    Não tem como ficar pior do que isso. Psicopatia, loucura, demência, delírio, ignorância, desinformação, alienação total… tudo isso em um único post. O Marcos é um verdadeiro guru da tolerância. Eu, sendo dono do Blog, no lugar dele, já teria posto esse retardado pra vomitar em outro lugar através de um banimento.

  21. Marcos Autor do post

    Pedro, o nível de idiotice do último comentário do Danilo é tão absurdo, que chega a ser inacreditável. Não consigo acreditar que um sujeito tão ignorante exista por aí. E parece que a demência piora a cada comentário!

  22. facto

    Marcos,

    Você esperava o que?que eu dissesse que o artigo naquele momento era bom e “revelador”?
    Quando eu postei o meu primeiro comentário naquele artigo, que o encontrei por acaso, achei que a péssima qualidade dele fosse apenas uma exceção ao que fosse desenvolvido no blog.Depois, percebi que, na verdade, aquele verdadeiro lixo era apenas reflexo do verdadeiro entulho que é esse site, um veículo formador e enganador de opinião.Por isso, sinto-me obrigado de participar dessa imundice, a fim de realizar um contraponto e de evitar que um leitor “paraquedista” fosse enganado.

    E se você perceber, até o ato desonesto e ofensivo realizado pelo seu amiguinho Pedro no artigo ” peixes também sofrem”, jamais tinha realizado qualquer ataque pessoal a ninguém.Mesmo assim tentava manter um dialogo racional até a verdadeira ignorância realizada por ti e pelo seu amiguinho no artigo ” as aves não têm proteção legal”. A partir dai, que vi que racionalidade e conhecimento não têm lugar nesse blog.

  23. Marcos Autor do post

    Facto, não espero mais nada de você além de ignorância. E pior, ainda continua num blog que chama de “lixo”. Vá entender…

  24. facto

    É, você não entendeu a parte de

    “Depois, percebi que, na verdade, aquele verdadeiro lixo era apenas reflexo do verdadeiro entulho que é esse site, um veículo formador e enganador de opinião.Por isso, sinto-me obrigado de participar dessa imundice, a fim de realizar um contraponto e de evitar que um leitor “paraquedista” fosse enganado.”

    Na verdade, Você tem uma dificuldade de entender ou interpretar qualquer frase, não é?A única dificuldade que você não tem é de falar mentiras e cometer gafes.

  25. Danilo Oliveira

    “O veganismo, que se auto intitula “não especista”, trata-se daquela consciência falsificada que acredita ser independente de qualquer outra forma de produção material da sociedade capitalista,mas é ela própria filha de tal sociedade e, com o desaparecimento desta,ela também irá desaparecer.”

    Isso é muito mais Facto.

    A base para a defesa dos animais, repousa em uma arbitrariedade emocional. Isso não tira o caráter de legitimidade do movimento, que só assim poderia ser de fato – no entanto, não constitui qualquer fundamentação lógica para o seu exercício. Sendo equiparável a qualquer fé. Isso pois, como já discorri anteriormente, o sofrimento não é argumento, tampouco um fundamento para algo. Fazer qualquer coisa cabível (o que não inclui cultuar ideologias acéfalas) para diminuir qualquer sofrimento de quem quer que seja, é válido como um fim em sí mesmo, mas de forma alguma justificável. isso pois, qualquer justificação irá parar no absurdo. Em suma, inexiste razão e lógica para apoiar a ideia de “especismo” (tendo em vista que isso é uma definição tão controversa e arbitrária como é qualquer definição de Deus, por exemplo), sendo que essa é simplesmente assumida e parte dela mesma para se justificar, não existindo critério para além dela mesma. A lógica de especismo é circular, pois, a própria vida afirma que ela mesma tem valor, e por isso mesmo, não se deve fazer X Y Z. Ou seja, é uma questão que se fecha nela mesma. No entanto, como se trata supostamente da ideia de valores, nada mais natural que esses se encerrem em uma lógica fechada neles mesmos, e por isso mesmo, absurda, inventada, assumida. sem fundamentação para assim o ser e sem um fim a se alcançar em sí mesmo, sendo assim, é um sistema circular que corre atrás do próprio rabo, e por isso mesmo, é um absurdo.

    Concluo apenas que qualquer adoção para desejar um não sofrimento ideológico a animais, é algo simplesmente arbitrário, sem razão para assim o ser. Parte de um princípio assumido por seus proponentes e não necessita de justificação e nem mesmo de uma refutação (o que é diferente de simplesmente desmascará-lo, vê-lo despido dos atributos que precisaria para se manter em pé). No entanto, algo digno de atenção nisso, é o fato de alguns querer justificar uma suposta bondade, altruísmo, ou “superioridade” através desse movimento (que é ocaso do blog em questão), no entanto, é mais do que evidente que dedicar-se a qualquer ideologia, não faz ninguém possuidor de quaisquer dessas características, no entanto, é essa a visão que eles querem passar, igual como fazem alguns pastores mal-intencionados ou políticos que querem passar uma imagem de bom mocismo. Alguns, muito pelo contrário, são psicopatas que querem conseguir atenção a base disso e, posteriormente, obter vantagens para sí. Assim sendo, nenhum movimento organizado é intrinsecamente digno de qualquer confiança, pois são constituído por pessoas, e essas mesmas pessoas podem controla-lo ao seu bem prazer. Disseminando obscurantismo e mentiras. Como é o caso do presente site.

  26. Danilo Oliveira

    Aproveitando que estou com muito bom humor, aqui vai um blog que tenta apresentar uma defesa RACIONAL e LEGÍTIMA dos “direitos dos animais”, e assim como o autor do texto que o refuta percebe e pára (sempre escrevo com acento mesmo hehehe maldita reforma ortográfica) justamente a base do problema, devo dizer que estou de acordo com tudo, (exceto claro justamente com a base, que não se sustenta) Lá vai:

    http://lucianoccunha.blogspot.com.br/

    O texto que me refiro que o refuta, é extraido daqui:

    http://www.voceacreditamesmonisso.blogspot.com.br/2012/05/veganos-voce-acredita-mesmo-nisso.html

    Que vem dessa posição:

    http://lucianoccunha.blogspot.com.br/2010/08/links-para-textos-essenciais.html

  27. Danilo Oliveira

    Depois de ler praticamente todos artigos que estavam disponíveis no blog que citei acima, cheguei a conclusão que, embora os argumentos usados pelo autor abranger os principais questionamentos e, sim, eles são dignos de atenção, eles pecam alguns aspectos. Realmente, os argumentos dele são racionais e abordam o assunto como nenhum outro que encontrei até então, porém, há diversos elementos questionáveis que pretendo alertá-lo o quanto antes, mas, de forma geral, é nítido perceber – assim como é seu objetivo fazê-lo – seus argumentos apenas tocam a esfera da ética, e reportando-se apenas a mesma e esquecendo-se da realidade. em um argumento, que representa um impasse, ou uma dicotomia, como um exemplo de salvar um ser humano ou um animal ou uma situação em que um fique em detrimento do outro, ele chega a conclusão que até seria desculpável salvar o ser humano, mas isso não tenderia a ser necessariamente mais ético, citando exemplos de favorecimentos indevidos através de emoções puras, por exemplo. Nesse caso, só o que teria a dizer que, de fato, tais situações não necessariamente representam uma solução ética, no entanto, instintivamente é o que qualquer um faria, e isso seria a realidade da situação. Agir contrário a isso, ou seja dar primazia da ética em detrimento de afinidades ou emoções, chega a ser anti-natural, pois é bem claro que a realidade as coisas aconteceriam dessa forma. Como outra observação, e ai que fundamenta qualquer discordância ainda não esclarecida, ele não fundamenta critérios para atribuir “valores” aos seres vivos tidos como sencientes (além de fazer uma pertinente distinção entre o que chamou de Senciocentrismo e Biocentrismo), simplesmente assume, positivamente e indiretamente, que todos seriam alvos da ética humana, e de fato, é ai que isso falha. Não que eu sustente um “igualitarismo positivo”, mas sim, negativo. Isso é, não existe valor intrínseco a nenhuma forma de vida, o que obviamente inclui a nossa. De maneira que isso impossibilita qualquer critério valorativo. Exercer uma ética, sem tais parâmetros, torna-se impossível. E, mesmo se existisse, absolutamente nada poderia fundamentar valorações iguais ou graduais entre quaisquer seres vivos através da razão. Isso só pode ser feito através de arbitrariedades (embora o autor insista em negar que assim seja), não da racionalidade. Anterior a parâmetros éticos, só existem nossas emoções para fundamentar valores e, se esses valores não provêm deles, não originam-se de nenhum outro lugar.

    Como conclusão, tanto considerar seres vivos com SNC como iguais, inferiores ou superiores a nós, é igualmente arbitrário. Sim, haveria sofrimento de qualquer forma e só o que ele faz é discorrer sobre o assunto de forma lógica e racional como se a realidade fosse se corresponder em termos práticos a essas regras. Essa mesma ética descrita a qual ele apresenta possui lacunas que são tapatas com arbitrariedades que só teriam sentido dentro de uma ideologia, ou mesmo, dentro de uma estrutura argumentativa.

  28. Anônimo

    Engraçado, os seres humanos falam dos “animais” como se fossem … como se fossem… plantas? Somos todos animais, inclusive você.

  29. Vet

    bioética

    substantivo feminino
    bio ét estudo dos problemas e implicações morais despertados pelas pesquisas científicas em biologia e medicina [A bioética abrange questões como a utilização de seres vivos em experimentos, a legitimidade moral do aborto ou da eutanásia, as implicações profundas da pesquisa e da prática no campo da genética etc.].

    Não sou vegana, nem vegetariana nem nada do tipo, sou médica veterinária e como carne. Amo os animais, mas o que eu acredito não preciso forçar goela abaixo das outras pessoas.
    Nós somos seres humanos, somos seres individuais, cada um pode ter a crença e a filosofia de vida que quiser.

    Adorei o texto sobre a Laika, não duvido da credibilidade, não faço questão que o autor do texto coloque a fonte, pois se eu quiser vou atrás! Como qualquer pessoa que passou por uma universidade e está habituada a “pesquisar” e não esperar tudo de mão beijada.

    Só me decepcionei, pois vi pessoas inteligentíssimas como o autor do texto fizólofo, Marcos e o Pedro, gente vocês são inteligentes e pesquisam assuntos (pelo que pude perceber), pq vocês estão discutindo com esses dois babacas que acham que são os donos da verdade?

    deixo aqui a dica pra vocês, rapazes inteligentes, sigam o canal Spirit Science (eu não tenho nenhum vínculo com esse canal, mas aprendo demais acompanhando os vídeos dele).

    Os animais devem ser respeitados, assim como os seres humanos (animais) devem se respeitar entre si, caso Danilo e Facto não tenham capacidade para entender que todos dividimos o mesmo planeta (e apesar de o ser humano chegar onde chegou acredito que nós é que estamos destruindo o planeta, e não só quando maltratamos os animais, mas quando não nos respeitamos entre si, quando damos de malandro pra tirar vantagem em cima do outro, quando vemos a situação política que o Brasil e o mundo se encontram e fazemos piada disso, quando não ajudamos quem precisa, e por ai vai) POR FAVOR NÃO SE REPRODUZAM. O mundo já está cheio de pessoas estúpidas. Não precisamos que vocês passem esse código genético medíocre e essa má educação a novos humanos.

    E uma dica, além da de não se reproduzirem, pros imbecis: se querem artigos científicos busquem nos sites apropriados como cnpq e o banco de dados científicos da USP e não venham encher o saco já que são tão pomposos

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