O Mito do Leite

Desde a infância somos bombardeados com ensinamentos sobre a vida, alimentação, ética e moral. Nos ensinaram que o leite  é essencial e fundamental para o equilíbrio do corpo, no entanto, este é uma das maiores mentiras que nos foi contada.

A Farsa Cruel.

A Farsa Cruel.

O leite é usado como matéria-prima para muita coisa, atualmente. Bolachas, pães, chocolates, bolos, e por aí vai. No entanto, poucos sequer param para reparar que a espécie humana é a única que continua tomando leite, regularmente, na idade adulta. Porém, teria a natureza errado nesse aspecto? A resposta é não. Nós não precisamos de leite de outras espécies, seja ele de vacas, girafas ou qualquer outro mamífero.

O grande mito, em volta do leite, é o de que o nosso corpo precisa do cálcio e das vitaminas presentes na bebida. Todavia, o leite da vaca não foi feito para humanos, mas sim para bezerros. Essa conclusão óbvia é ignorada por muitos. Além disso, as vacas, para que possam produzir leite, precisam engravidar. Apesar disso, elas não precisam amamentar para continuar a produção. Por conta deste fato, os seus filhotes e bezerros são levados para os abatedouros, assim, as vacas passam uma vida inteira com a única finalidade de servir ao comércio das grandes corporações alimentícias.

Alguns estudos já demonstraram que o leite pode aumentar o risco de câncer¹, mesmo assim, a maior parte dos pediatras e nutricionistas recomendam que devemos ingerir de 2 a 3 copos de leite por dia, entretanto, tal recomendação carece de evidências científicas².

Abaixo você confere uma palestra do médico Lair Ribeiro, sobre o mito do leite:

Referências

¹INCA – Instituto Nacional de Câncer – Hábitos Alimentares. Disponível em: < http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=18 > . Acesso em 04 de fevereiro de 2014.

²LUDWIG, David S.; WILLETT, Walter C. Three Daily Servings of Reduced-Fat Milk: An Evidence-Based Recommendation?. JAMA pediatrics, v. 167, n. 9, p. 788-789, 2013.

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4 ideias sobre “O Mito do Leite

  1. Pedro Abreu

    Uma observação que eu acho que seja válida:

    Mesmo entre aqueles que defendem o consumo de leite (não é o meu caso!), existe um consenso crescente de que vacas confinadas e alimentadas artificialmente (ou seja, maltratadas) e o leite pasteurizado, homogeneizado, centrifugado, clarificado, filtrado, bactofugado, tratado à vácuo, aquecido e reaquecido… (ou seja, industrializado), geram um alimento (se é que se pode chamar assim) altamente nocivo, cujos sintomas do consumo incluem processos alérgicos e inflamatórios (Por acaso você sofre ou já ouviu falar de alguém que tem crises de enxaqueca sempre que bebe leite? Pois bem…).

    Fonte:
    http://pat.feldman.com.br/2008/08/26/leite-verdades-e-mentiras/

  2. Marcos Autor do post

    Sim Pedro, incluindo problemas gástricos, que a lactose pode trazer. O que me espanta é a campanha contínua dos médicos e nutricionistas favoráveis ao leite, mesmo com inúmeras evidências contrárias ao consumo. Mas a verdade está aí, para quem quiser ver.

  3. Rafae

    Marcos, produção de leite é um processo hormonal. Não depende exclusivamente de gestação. O fato de ser usado entre diferentes espécies, não traz prejuízo (a não ser obviamente em casos isolados) e não tira o valor nutricional do mesmo. Informe-se melhor!

  4. Lucas Costa (Sancho)

    Em nossa página no Facebook muitas pessoas deixam comentários quando colocamos algo sobre o leite, reunimos as principais questões e solicitamos a ajuda da Dra. Adriane E. C. Antunes, doutora em Alimentos e Nutrição pela UNICAMP e Pós-Doutora no Instituto de Tecnologia de Alimentos ITAL/TECNOLAT.

    Acompanhe a entrevista.

    Por que o homem é o único mamífero que permanece ingerindo leite na fase adulta da vida?
    R: O homem parece ser o único mamífero adulto que continua a beber leite após o desmame. No entanto, muitos mamíferos adultos de outras espécies apreciam o leite. Porém, sendo o leite um alimento de alto custo, não costuma ser destinado à alimentação de animais, para os quais apenas é ofertado soro de leite oriundo da produção de queijo.

    O desmame feito pelas fêmeas das diversas espécies ocorre não porque o leite deixou de ser adequado para a cria, mas sim para que a cria passe a ingerir outros alimentos, visto que suas necessidades nutricionais não são mais satisfeitas plenamente pelo consumo exclusivo de leite. Além disso, o desmame representa uma forma da fêmea de poupar energia, visto que em alguns casos ela está em novo processo de gestação.

    Quais são os benefícios do leite de vaca?
    R: O leite de vaca representa uma importante fonte de nutrientes para a dieta humana,
    especialmente devido à sua composição proteica e mineral. Em relação às vitaminas, o leite é rico em vitamina B2, biotina e, sendo o leite integral, vitaminas A e D. Os lácteos representam a melhor fonte de cálcio dietético, beneficiando a saúde óssea e dos dentes. Além do alto valor nutricional, o leite contém componentes com propriedades funcionais.

    O homem, assim como qualquer outro animal, não poderia obter cálcio unicamente por ingestão de vegetais?
    R: Primeiramente é preciso considerar que os organismos herbívoros e onívoros são fisiologicamente diferentes. Os ruminantes, por exemplo, precisam de muitas horas para realizar o processo digestivo, que inclui os eventos de mastigação, digestão e ruminação (a fibra não digerida no rúmen é regurgitada à boca para ser novamente mastigada). As girafas, por exemplo, passam quase 20 horas por dia se alimentando; prática não compatível com a dieta, fisiologia e atividade humana.

    Outro fator importante é que, com os danos na camada de ozônio e o aumento da incidência
    de câncer de pele, o homem tem se exposto menos ao sol e tem feito uso de protetor solar. A vitamina D, promotora da absorção intestinal do cálcio, necessita ser ativada a partir de seu precursor, pela ação de raios ultravioleta.

    Portanto, é conveniente que o homem tenha boas fontes de cálcio dietético para evitar
    ocorrência de osteoporose na terceira idade.

    Quais os problemas de saúde relacionados com o consumo de leite?
    R: Para algumas pessoas o consumo de leite e/ou produtos lácteos deve ser parcialmente ou completamente restringido devido a disfunções tais como hipersensibilidade às proteínas do leite de vaca, intolerância à lactose, hipersensibilidade às aminas biogênicas e galactosemia.

    A versão integral do leite contém ácidos graxos saturados e colesterol e, portanto, produtos
    lácteos desnatados ou nas versões light devem ser preferidos por pessoas com dislipidemias (ex.: hipercolesterolemia) e doenças coronarianas.

    Por que o leite pode causar alergia em algumas pessoas e em outras não?
    R: É conveniente esclarecer que existe uma confusão entre as pessoas entre intolerância à lactose (ou hipolactasia) e alergia ao leite (ou hipersensibilidade ao leite).

    A primeira se refere à incapacidade de digerir a lactose, que representa o “açúcar do leite”,
    devido à deficiência ou ausência da enzima lactase (ou b-galactosidase).

    Alergia alimentar é decorrente de uma reação do sistema imunológico a proteínas ou parte
    dessas moléculas (antígenos), provocando em resposta a liberação de anticorpos, histamina e outros agentes defensivos. A hipersensibilidade ao leite está relacionada, portanto, com a
    fração proteica do leite e é uma doença quase que exclusiva dos lactentes e da infância,
    normalmente desaparecendo entre os 3 e 4 anos de idade.

    Embora haja certa homologia entre a composição proteica do leite de vaca e do leite humano, há também substanciais diferenças tanto quanto ao tipo de proteínas presentes quanto às suas quantidades relativas.

    No leite de vaca é encontrada a proteína b-lactoglobulina que é ausente no leite materno. Essa proteína pode desencadear alergia alimentar em alguns bebês e adultos. Não existe consenso em qual seja a proteína do leite de maior alergenicidade no leite de vaca, embora a a-lactoalbumina e a aS1-caseína sejam acusadas de serem as proteínas mais alergênicas

    ** Dra. Adriane E. C. Antunes é doutora em Alimentos e Nutrição pela UNICAMP e Pós-Doutora no Instituto de Tecnologia de Alimentos ITAL/TECNOLAT (2008), docente em regime de dedicação exclusiva da Faculdade de Ciências Aplicadas da UNICAMP, Campus de Limeira, na Faculdade de Nutrição. É também autora do livro “Leite para Adultos: mitos e fatos frente à ciência” , juntamente com a Dra. Maria Teresa Bertoldo Pacheco.

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